Mortalidade de botos-cinza no Rio de Janeiro preocupa biólogos

 

Mortalidade de botos-cinza no Rio de Janeiro preocupa biólogos

*Atualizado em 03/01/2018

Já são quase 80 botos-cinzas mortos nas últimas duas semanas na baía de Sepetiba, no Rio de Janeiro. Todos os dias, os pesquisadores do Instituto Boto Cinza recolhem novas carcaças. E até agora, eles não descobriram ainda a causa da mortandade.

A baía carioca tem a maior concentração de botos-cinzas do planeta, cerca de 800 indivíduos. Mas desde o final de dezembro, os biólogos estimam que já houve uma redução de 10% da população da espécie no local.

Os cientistas só conseguirão apontar a causa das mortes depois de ser realizada a necrópsia dos animais e a apresentação de um laudo veterinário, que deve ser divulgado até o final de janeiro. O que eles desconfiam, entretanto, é que os botos estejam sendo contaminados com alguma doença causada por vírus ou bactéria, que atinge somente a espécie.

Além da mortalidade, o Instituto Boto Cinza alerta que os botos estão muito magros. A organização está pedindo à comunidade local que, ao avistar um animal morto ou debilitado, avise os biólogos imediatamente! O telefone de contato é (21) 7858 5072 e o e-mail ibc@institutobotocinza.org

O boto-cinza (Sotalia guianensis) pode atingir até 2 metros e chega a viver 30 anos. Uma das menores espécies de cetáceos, vive em águas costeiras, baías, enseadas e estuários. É encontrado no Brasil, na costa de outros países latinoamericanos e na região das Guianas.

Além do tráfego de navios na região de Sepetiba, frequentemente estes animais ficam presos em redes de pesca e acabam mortos.

Fotos e video: divulgação Instituto Boto Cinza

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

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