Modelos com síndrome de Down rompem barreiras no mundo da moda

modelo com síndrome de down

Desde pequena, a espanhola Marian Ávila sonhava em ser modelo. Lembra que ainda criança adorava se maquiar usando tintas de aquarela. Aos 7 anos, pediu de presente para a mãe ir ao salão para fazer o cabelo e pintar as unhas.

Agora, a jovem viu finalmente seu sonho realizado. É uma das estrelas da campanha #SoyYo (Sou eu, em espanhol), de uma das lojas mais famosas de seu país, o El Corte Inglés.

Junto com outros jovens, Marian participa do vídeo de lançamento da campanha e também aparece em diversas peças publicitárias impressas. “Estou trabalhando muito para crescer como pessoa e poder ser parte deste mundo, que é meu sonho. Muitas vezes senti que as pessoas não acreditam em mim. Mas a elas vou mostra que eu posso. Este é o meu lema”, diz.

O caso de Marian chama a atenção porque ela tem Down. Até pouquíssimo tempo atrás, a publicidade simplesmente ignorava pessoas com este tipo de síndrome (e de qualquer outra, se formos bem sinceros). Elas não existiam em propagandas e na mídia, como um todo. Apesar de ser a síndrome genética com maior incidência – 91% dos casos -, os portadores de Down eram propositalmente excluídos da comunicação.

modelos com síndrome de Down

Marian Ávila, na campanha do El Corte Inglés

Todavia, mais recentemente, um grupo de jovens perseverantes e batalhadores tem conseguido romper esta barreira e conquistar seu mais do que merecido espaço.

A inclusão na publicidade

No ano passado, outra modelo com Down foi escolhida como garota propaganda de uma marca de cosméticos. Desta vez, nos Estados Unidos. Além do trabalho em frente às câmeras, Katie Mead, de 33 anos, se tornou uma embaixadora pela causa. “Pessoas com deficiências podem ter talento e habilidades e são capazes de fazer tudo na vida”, afirma. “Só quero abrir esta porta e mostrar que é possível ser uma modelo: tendo uma deficiência ou não”.

A americana Katie Mead, garota propaganda de uma marca de cosméticos

Há pouco tempo, noticiamos aqui, neste outro post, como um vídeo de um bebê com síndrome de Down emocionou milhares de pessoas e viralizou nas redes. O nenê foi escolhido para ser a estrela da campanha para o Dia das Mães, da Johnson & Johnson. Esta foi a primeira vez, desde 1926, que a gigante multinacional, fabricante de produtos infantis, teve uma criança com Down em sua publicidade.

No Brasil, também mostramos, a iniciativa do jovem Danny de Miranda, que desde que se deu conta da realidade que enfrentam as pessoas iguais a ele, decidiu criar um canal contra o preconceito (leia mais aqui).

Outro projeto lindo, desta vez no exterior, é o “Este sou eu: nós fotogramos pessoas além de suas deficiências”. A intenção da agência de modelos Zebedee Management, na Inglaterra, é criar mais espaço na publicidade para gente como Marian, Dany ou Katie. Os profissionais que fizeram os retratos do projeto foram instruídos a esquecer qualquer tipo de ideia pré-concebida e focar na personalidade e no diferencial de cada uma das pessoas a serem fotografadas.

O resultado do projeto é este abaixo. Simplesmente lindo, sensível e honesto.

 

Foto: divulgação El Corte Inglés, Beauty & Pin Ups e Zebedee Management 

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

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