Melbourne é eleita pela sétima vez melhor cidade do mundo para se viver

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Apesar das dez melhores cidades do planeta continuarem as mesmas do ano passado, segundo ranking elaborado pela unidade de inteligência da publicação internacional The Economist, a novidade deste ano é que, pela primeira vez em uma década, as condições de moradia e qualidade de vida nos países analisados melhorou.

De acordo com o The Global Liveability Report 2017, Melbourne (Austrália), Viena (Áustria), Vancouver, Toronto e Calgary (Canadá) são as cidades onde as pessoas vivem melhor.

Realizado anualmente, o relatório leva em conta 30 quesitos em cinco categorias específicas: estabilidade, saúde, educação, infraestrutura, cultura e meio ambiente. Foram 140 cidades avaliadas nesta edição.

Na realidade, as duas primeiras colocadas, Melbourne e Áustria, estão separadas somente por 0,1% de diferença, praticamente empatadas no topo do ranking. Em relação às demais cidades canadenses, o percentual também é mínimo (veja lista completa ao final deste post).

Ataques terroristas em cidades da própria Austrália, Bélgica, França, Paquistão e Suécia fizeram com que a segurança nestes lugares fosse colocada em xeque, impactando a estabilidade social. No Reino Unido, por exemplo, com a decisão da saída do bloco europeu e a restrição à entrada de imigrantes, há um clima de tensão e preocupação. Já nos Estados Unidos, a eleição do presidente Donald Trump e sua desastrosa política externa, levaram os americanos a questionar o futuro.

Mas continuam sendo os países onde há graves guerras civis e conflitos internos que aparecem com as piores condições de vida no levantamento. Entre eles estão Kiev (Ucrânia), Damasco (Síria), Trípoli (Líbia), Detroit (Estados Unidos) e Moscou (Rússia). No caso da americana Detroit, o que acontece é a enorme crise econômica em que ela se encontra, após a falência da indústria automobilística. Além disso, a cidade enfrenta um aumento da violência e problemas raciais.

A boa notícia é que, entre as cinco cidades que aparecem como tendo conseguido se recuperar e criado melhores condições para sua população nos últimos cinco anos, estão algumas em países pobres: Teerã (Irã), Dubai (Emirados Árabes Unidos), Abidjan (Costa do Marfim), Harare (Zimbabue) e Colombo (Sri Lanka).

De acordo com os especialistas do The Global Liveability Report, as cidades mais bem colocadas são sempre de porte médio, em países ricos, com uma relativa baixa densidade populacional, onde é possível oferecer à população uma série de atividades de lazer, bons serviços de transporte, saúde e educação, sem sobrecarga nos mesmos.

Viena, por exemplo, é a capital que apresenta um dos menores índices de criminalidade do mundo: 0,53 para cada 100 mil habitantes. Nos últimos anos, houve somente um homicídio na cidade austríaca. Já em Amsterdam, na Holanda, a redução da violência fez com o que o governo fechasse várias prisões.

Global Liveability Ranking 2017

    1. Melbourne (Austrália)
    2. Viena (Áustria)
    3. Vancouver (Canadá)
    4. Toronto (Canadá)
    5. Calgary (Canadá)
    6. Adelaide (Austrália)
    7. Perth (Austrália)
    8. Auckland (Nova Zelândia)
    9. Helsinque (Finlândia)
    10. Hamburgo (Alemanha)

Foto: divulgação Visit Melbourne

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou em Zurique, na Suíça, de onde colaborou para diversas publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Info, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Atualmente vive em Londres.

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou em Zurique, na Suíça, de onde colaborou para diversas publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Info, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Atualmente vive em Londres.

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