Mato Grosso e Acre se comprometem a acabar com desmatamento até 2020

desmatamento

Os governadores do Acre, Tião Viana, e do Mato Grosso, Pedro Taques, assinaram documento em que afirmam que vão zerar o desmatamento ilegal em seus estados nos próximos cinco anos. O anúncio foi feito ontem (08/12), em Paris, em evento paralelo à Conferência das Nações Unidas pelas Mudanças – COP21, no qual esteve presente também a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

Segundo o último relatório do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal (PRODES), realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e divulgado em novembro deste ano, entre os nove estados brasileiros que fazem parte da chamada Amazônia Legal, Mato Grosso foi o segundo deles a apresentar os indíces mais altos de desmatamento (1508 km2 entre agosto de 2014 e julho de 2015), ficando atrás somente do Pará. Já o Acre aparece em 5ª posição, com 279 km2 de desmatamento (confira ranking completo ao final deste post).

Em relação ao ano anterior (2014), Mato Grosso apresentou crescimento de 40% nos índices de desmatamento, enquanto no Acre, a situação foi oposta. A destruição das florestas no estado diminuiu 6%.

Apesar do crescimento em alguns estados, o mapeamento de 2014 revelou a segunda menor taxa de desmatamento registrada na Amazônia Legal desde que o INPE começou a medí-la, em 1988 – uma queda de 82% em números absolutos. Já em 2015, houve ligeiro aumento na destruição da vegetação amazônica, sobretudo no Amazonas, Mato Grosso e Rondônia.

Questionado sobre o mau desempenho de seu estado na última medição, o governador Pedro Taques disse em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo que “92% do que foi desmatado nesse período foi ilegal”. De acordo com ele, este será justamente o maior desafio nos próximos anos: intensificar a fiscalização ao desmatamento e adotar políticas de incentivo que estimulem proprietários rurais a não desmatar.

A meta do Ministério Ambiente é chegar até 2030 com desmatamento zero na Amazônia. Muitos especialistas e cientistas, entretanto, criticam a posição do governo e defendem uma política mais firme em relação à destruição da floresta. Só no último ano, o desmatamento na região aumentou 16%, como noticiamos aqui neste post do Conexão Planeta.

Taxas de desmatamento na Amazônia Legal em 2015

desmatamento estados da Amazônia

gráfico com taxas de desmatamento na Amazônia

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Foto: domínio público/pixabay

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

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