Luxemburgo será primeiro país do mundo com transporte público gratuito

Luxemburgo será primeiro país do mundo com transporte público gratuito

Este é um dos menores países da Europa, com uma população estimada em pouco mais de 600 mil pessoas. É possível percorrê-lo, de norte a sul, em menos de duas horas. O centro histórico de sua capital é Patrimônio Histórico da Humanidade. Mas apesar de seu tamanho, seus habitantes enfrentam um trânsito caótico, igual àquele de muitos centros urbanos de maiores proporções, como São Paulo ou a Cidade do México.

Um estudo, realizado em 2016, apontou que os motoristas perdiam cerca de 33 horas, por ano, presos em congestionamentos na capital, a Cidade de Luxemburgo.

Para dar um basta a este problema, a partir do verão de 2019, os moradores da cidade vão ganhar um estímulo e tanto para deixar seus veículos em casa: a passagem de trens, bondes e ônibus ficará gratuita.

No último verão, o governo já tinha banido a cobrança das tarifas do transporte público para crianças e jovens menores de 20 anos. E estudantes também têm ônibus de graça no trajeto entre casa e escola.

Uma das promessas de campanha do recém-reeleito primeiro-ministro, Xavier Bettel, foi priorizar as questões ambientais.

Luxemburgo será o primeiro país a tomar a iniciativa, mas não é o pioneiro. Diversas cidades europeias já implementaram o transporte público gratuito, como mostramos aqui, o exemplo de Dunkerque, na França, Talliinn, na Estônia e muitas outras estudam a possibilidade, entre elas, Paris e Bonn, na Alemanha.

Um relatório divulgado ontem (06/12) pela Organização Mundial de Saúde (OMS), durante a Conferência das Nações Unidas para o Clima, COP24, que está sendo realizada na Polônia, revelou que 7 milhões de pessoas morrem por ano devido à poluição do ar. O custo global dessas mortes chega a US$ 5,1 trilhões. Nos 15 países campeões nas emissões de gases de efeito estufa, o valor dos impactos à saúde por causa da má qualidade do ar equivale a 4% do Produto Interno Bruto (PIB) dos mesmos.

*Com informações do jornal The Guardian 

Foto: Jeremy Seto/Creative Commons/Flickr

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

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