Mulher, negra e atrevida


“Todo dia a gente levanta pra matar um leão”: a frase é da curitibana Karin Oliveira e a julgar pela vida que ela leva é a mais perfeita tradução da realidade. E lutar todos os dias, jogar a isca cada vez mais longe fez dela uma pessoa melhor.

Ainda criança, Karin aprendeu a tocar pandeiro, rebolo, atabaque, repique – o que mais tarde garantiria a ela um lugar no grupo Samba de Saia, composto só por mulheres. Mas também já foi maquiadora, design de sobrancelhas, atriz, enfim, está sempre buscando mudanças.

Por causa da educação que teve, nunca deu muita bola para o preconceito, embora percebesse sua existência, principalmente na infância. Mas durante muitos anos ela não aceitava o próprio cabelo e fazia relaxamento pra soltar os cachos. Só aos vinte anos cortou o cabelo bem curto, tirou a química e nunca mais usou.

Assumir o cabelo crespo pra ela foi tão importante que, alguns anos depois, Karin criou estampas para roupas baseadas no tema: surgiu a Kblo Crespo, com peças que ela vende de casa em casa e pela internet.

O negócio vai bem, a música vai bem e Karin Oliveira também vai muito bem, obrigado, porque é uma mulher que tem orgulho de ser quem é: “Agradeço a Deus por ter nascido negra”, finaliza.

Veja a entrevista, abaixo.

 

Fotos: Divulgação

Jornalista há 30 anos, é formado em Comunicação Social na Universidade Federal do Paraná. Em 1986, começou a carreira em televisão, primeiro como repórter e mais tarde, editor e apresentador. Trabalhou nas Redes Globo e Record. Em 2015, montou sua própria empresa, a Sobrequasetudo Comunicação e Arte, especializada em media training. Em 2017, criou o Brasil de Cor, um canal para dar oportunidade e visibilidade a negros brasileiros

Herivelto Oliveira

Jornalista há 30 anos, é formado em Comunicação Social na Universidade Federal do Paraná. Em 1986, começou a carreira em televisão, primeiro como repórter e mais tarde, editor e apresentador. Trabalhou nas Redes Globo e Record. Em 2015, montou sua própria empresa, a Sobrequasetudo Comunicação e Arte, especializada em media training. Em 2017, criou o Brasil de Cor, um canal para dar oportunidade e visibilidade a negros brasileiros

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