Julho sem plástico: neste mês (e em todos), diga não aos descartáveis!

Julho sem plástico: neste mês (e em todos), diga não aos descartáveis!

“Quer sacolinha? Não, obrigada”. “Quer canudo? Não, obrigado”. E diga ‘não’ pra todo plástico que é desnecessário na sua vida e faz um mal tremendo para o meio ambiente e a vida de milhares de animais.

Começa hoje, 1º de julho, um movimento mundial pela conscientização e a redução do uso do plástico. É a campanha Julho sem Plástico.

A cada ano, mais de 8 milhões de toneladas de plástico acabam nos oceanos, provocando graves prejuízos à vida marinha, à pesca e ao turismo. O custo desses danos aos ecossistemas aquáticos gira em torno de, pelo menos, US$ 8 bilhões anualmente.

Só em 2016, a produção mundial de materiais plásticos foi de 280 milhões de toneladas, das quais cerca de 1/3 era de uso único, aqueles descartáveis, que após poucos minutos de utilização, são jogados no lixo e raramente, reciclados.

A campanha Julho Sem Plástico quer estimular as pessoas a realizar pequenas mudanças em sua vida diária, que ao longo do tempo, podem fazer uma diferença enorme no mundo. Por exemplo: você precisa mesmo colocar a maçã que comprou no supermercado dentro um saquinho plástico? Não dá pra simplesmente pesá-la e depois guardá-la na sacola reutilizável que você (deveria) carregar dentro da bolsa ou no carro? Afinal, frutas como maçãs, bananas, uvas, ameixas e tantas outras já vêm com uma embalagem natural!

Mais dicas? Em vez de comprar a garrafa plástica de água na rua, que tal levar a sua de casa, reutilizável na mochila? Na hora de comprar o pão, a embalagem de papel precisa mesmo ir dentro de uma outra plástica? Não, né?!

Movimento mundial contra o plástico

Um levantamento recente elaborado pela ONU Meio Ambiente, em parceria com o World Resources Institute (WRI), apontou que 127 países do mundo já têm leis com restrições ao plástico. Infelizmente, o Brasil ainda não é um deles.

Seja através da proibição total ou criação de taxas e impostos sobre o comércio e a distribuição de produtos fabricados com esse tipo de material, diversos governos estão mostrando que não há mais como fechar os olhos para o problema.

A cada ano, mais de 8 milhões de toneladas de plástico acabam nos oceanos, provocando prejuízos à vida marinha, à pesca e ao turismo. O custo desses danos aos ecossistemas aquáticos gira em torno de, pelo menos, US$ 8 bilhões anualmente.

Só em 2016, a produção mundial de materiais plásticos foi de 280 milhões de toneladas, das quais cerca de 1/3 eram de uso único, aqueles descartáveis, que após poucos minutos de utilização, são jogados no lixo e raramente, reciclados.

Pressione o governo brasileiro!

Se você acha que é hora do Brasil seguir o exemplo do Canadá e se juntar a tantos outros países e ter uma legislação mais moderna e sustentável, faça a sua parte!

Uma pesquisa realizada pelo DataSenado, com mais de 6 mil pessoas, revelou que os entrevistados são majoritariamente a favor da proibição do uso de sacolas plásticas, utensílios descartáveis, cosméticos com micropartículas de plástico e sobretudo, canudinhos. Das pessoas que participaram da enquete no site do Senado, 83% afirmaram que são a favor de banir canudos plásticos.

É preciso pressão popular para que o projeto de lei no 263/2018 seja aprovado. Você pode dar sua opinião na consulta pública, no site do Senado, neste link.

Abaixo da pergunta “Você apoia esta proposição”, basta você clicar SIM, após fazer um breve cadastro.

Participe, compartilhe, chame outras pessoas a se engajar neste movimento para proteger o meio ambiente.

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Foto: reprodução Facebook Plastic Free July

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

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