Islândia obrigará empresas a pagar salários iguais para homens e mulheres

Islândia obrigará empresas a pagar salários iguais para homens e mulheres

Para acabar com a diferença dos salários entre mulheres e homens, o governo da Islândia decidiu tomar uma decisão radical: uma nova lei vai obrigar empresas dos setores público e privado a remunerar de maneira igual seus colaboradores do sexo feminino e masculino.

O projeto de lei, anunciado em março, mês internacional da mulher, será votado no Parlamento e quando aprovado – o que o governo conta como certo -, deverá entrar em vigor a partir de 2020.

Chamada de Equal Pay Standard (algo como norma de remuneração equalitária, em tradução livre), fará com que a Islândia seja o primeiro país do mundo a ter uma lei que acabe com a desigualdade salarial entre homens e mulheres.

“A hora é esta para fazer algo radical sobre o problema”, afirmou Thorsteinn Viglundsson, ministro de Equality and Social Affairs. “Direitos iguais são direitos humanos. Precisamos ter certeza que homens e mulheres tenham oportunidades iguais no local de trabalho. É nossa responsabilidade fazer com que isto aconteça”, complementou.

Há oito anos, o pequeno país escandinavo já figurava como o que tinha a menor diferença entre os salários pagos para elas e eles. De acordo com o The Global Gender Gap Index 2016, do Fórum Econômico Mundial, que analisou os benefícios recebidos por homens e mulheres, que ocupavam o mesmo cargo, em 144 países, na Islândia  mulheres recebiam de 14 a 18% menos que os homens (veja ranking completo ao final deste post).

O objetivo do governo é acabar com a desigualdade salarial completamente até 2022. A nova lei vale para empresas que tenham mais de 25 funcionários e será aplicada também para proibir o tratamento diferenciado a funcionários de outras etnias e nacionalidades.

Quando estiver vigorando, a Equal Pay Standard obrigará as companhias a obter um certificado comprovando que elas estão seguindo as novas normas.

Há muitos anos a Islândia tem se esforçado para reduzir a desigualdade de gênero. Entre as medidas empregadas está a criação de cotas para mulheres em conselhos empresariais e comitês governamentais. No ano passado, a representação feminina no Parlamento Islandês chegou a 48%.

Islândia obrigará empresas a pagar salários iguais para homens e mulheres

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Foto: domínio público/pixabay

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou em Zurique, na Suíça, de onde colaborou para diversas publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Info, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Atualmente vive em Londres.

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou em Zurique, na Suíça, de onde colaborou para diversas publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Info, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Atualmente vive em Londres.

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