Índia anuncia que só venderá carros elétricos a partir de 2030

Índia carros elétricos

Enquanto o mundo ainda se recupera do choque da saída do Estados Unidos do Acordo de Clima de Paris, alguns países não perdem tempo e investem num futuro mais verde e independente dos combustíveis fósseis, poluentes e insustentáveis.

É o caso da Índia, que se comprometeu a vender somente carros elétricos a partir de 2030. A notícia foi divulgada pelo Fórum Econômico Mundial.

A medida anunciada pelo governo indiano tem um objetivo principal: acabar com as 1,2 milhão de mortes por ano provocadas pela poluição do ar. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), das 20 cidades mais poluídas do mundo, 13 delas são indianas.

Além da péssima qualidade do ar, os indianos têm enfrentado cada vez mais os efeitos das mudanças climáticas. Em maio do ano passado, foi registrada a temperatura inacreditável de 51ºC em uma de suas cidades e houve uma seca histórica.

Atualmente a Índia é o terceiro maior importador global de petróleo. Em julho de 2016, mostramos neste outro post, como as emissões de carbono cresceram 29% no país. A expectativa é que, ao investir na mudança para veículos elétricos, o governo economize 60 bilhões de dólares anualmente.

Segundo o ministro de Energia, Piyush Goyal, a troca dos veículos movidos a diesel e gasolina por elétricos será subsidiada nos primeiros dois ou três anos, mas a partir daí, a indústria automobilística atenderá a demanda da população e não o financiamento público.

Com a medida, espera-se que a emissão de gases de efeito estufa na Índia diminua 37% na próxima década.

Quem comemorou o anúncio do governo asiático foi o empresário Elon Musk, fundador da fabricante de carros elétricos Tesla Motors e principal acionista da Solar City, maior empresa de energia solar dos Estados Unidos. Em seu Twitter, ele mencionou a notícia e disse ainda que os indianos já detêm o maior mercado solar do mundo.

Na semana passada, Musk deixou de fazer parte do grupo de conselheiros do governo Trump, após o presidente retirar o país americano do acordo internacional climático, que pretende combater o aquecimento global, ao fazer com que os países signatários diminuam suas emissões de gás carbônico na atmosfera, e desta maneira, fazer com que a temperatura do planeta não suba mais do que 1,5ºC , comparado aos níveis pré-industriais.

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Foto: Håkan Dahlström/Creative Commons/Flickr

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

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