Hortelã: hálito puro, frescor na pele e cor no prato!

hortelã

Com a nova estação e a onda de frio chegando, as oscilações entre dias quentes e frios, muitas pessoas começam a pegar gripe ou ter dor de garganta. Para os felizardos que têm uma hortinha na varanda ou um vasinho de hortelã dentro de casa,  o socorro está logo ali.

A hortelã é uma planta que alivia a congestão nasal e a dor de garganta, agregando ao chá umas gotinhas de mel e um raminho de alecrim então, tudo ficará melhor!

Com óleos essenciais voláteis descongestionantes, a hortelã é bactericida, além de possuir propriedades anti-inflamatórias, antivirais e antifúngicas, ajuda na indigestão, nas náuseas e, principalmente, quando a pessoa está fazendo tratamento quimioterápico, também é antiparasitária do trato digestivo.

E seus benefícios não param por aí. A hortelã pode ser usada como tônico e adstrigente da pele em pequenas porções, auxiliando a reduzir a oleosidade e aliviar coceira provocada por sarna e dermatite de contato e alergias. Age como estimulante, seu odor pode ajudar a mente confusa, a falta de foco e emoções contidas.

A hortelã é uma planta perene da família das Lamiaceaes. Existem diferentes tipos de hortelã, como por exemplo, a menta pipperita (na imagem abaixo), de folha  mais pontuda e serrilhada, com um sabor mais mentolado, e a mentha rotundifolia, mais conhecida e usada aqui no Brasil, com sabor mais adocicado. Existem ainda variedades com folhas avermelhadas e outras com folhas diminutas.

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Cultivando o hortelã

O pé de hortelã gosta do solo úmido. O ideal é que seja plantado perto de um fio de água corrente ou lugares que gotejam, como na saída de mangueiras, ar condicionados ou bebedouros, calhas e torneiras.

A melhor forma de conseguir o pezinho é pedir para alguém que tenha um canteiro com hortelã demais. Durante a primavera, destaque da planta mãe um ramo horizontal, que tenha de três a quatro raízes superficiais. Faça um canteiro plano, como uma forma retangular de bolo, bem adubado com composto ou húmus de minhoca. Enterre o ramo com as raízes no sentido horizontal em sulcos rasos, cobrindo-os com uma camada de 8 cm de terra.

No primeiro verão, tome cuidado para não arrancar toda a planta na primeira colheita. Faça o corte das folhas delicadamente, uma vez que suas raízes ainda estejam superficiais, evite colher demais, afinal a planta ainda está se desenvolvendo.

Já no outono, é hora de podar quase toda a planta. Cubra as raízes com composto e amontoe a terra das laterais para cima dos ramos. Este procedimento é chamado de “amontoa” e devolve ao canteiro altura e terra fofa, que no decorrer do verão vai se compactando com as chuvas.

Se sua hortelã começar a se alastrar demais no outono, simplesmente passe a enxada e aproveite para distribuir novas mudas para vasos e canteiros, mas um alerta, desta vez, mantenha estas mudinhas protegidas do frio, dentro de casa ou cobertas com palha. Embora elas precisem de sol, podem resistir uma estação dentro de casa, no entanto, o local escolhido deve ser bem iluminado.

Para guardar  e colher a erva seca, use as folhas inteiras. O melhor é colher antes da floração, mas não depois de uma chuva, pois as folhas molhadas ficam escurecidas e emboloradas.

Ao fazer uso do hortelã na culinária, não deixe de colocá-lo como adorno de sobremesas, pudins e saladas de frutas. Fica ótimo nos pratos de saladas com grãos, como o Tabuli (salada a base de trigo tomate e pepino da gastronomia sírio libanesa), em carnes assadas, e até mesmo, em molhos e geleias, sem mencionar, lógico, o delicioso mojito, drink cubano a base de rum e limão. Mas se você prefere uma bebida sem álcool, esta ervinha de mil e uma utlidades dá um sabor inigualável a água e sucos.

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Mais conhecida e usada aqui no Brasil, a mentha rotundifoliacom tem sabor adocicado

Fotos: domínio público/pixabay e wikimedia commons

Geógrafa, paisagista, educadora ambiental e ilustradora científica. Começou a carreira em São Paulo como consultora paisagística. Durante 10 anos viveu no exterior (Austrália, Israel e USA) e neste último país, firmou suas habilidades para trabalhar com crianças. Atualmente dá aulas de horticultura para alunos do Ensino Fundamental, em Brasília. Também desenvolve projetos junto à Cia da Horta para centros de ensino, clubes e empresas.

Liliana Allodi

Geógrafa, paisagista, educadora ambiental e ilustradora científica. Começou a carreira em São Paulo como consultora paisagística. Durante 10 anos viveu no exterior (Austrália, Israel e USA) e neste último país, firmou suas habilidades para trabalhar com crianças. Atualmente dá aulas de horticultura para alunos do Ensino Fundamental, em Brasília. Também desenvolve projetos junto à Cia da Horta para centros de ensino, clubes e empresas.

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