Hora do Planeta: vamos ficar no escuro contra as mudanças climáticas no próximo sábado?

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Foi em março de 2007 que a organização ambientalista WWF – World Wide Fund for Nature lançou a campanha A Hora do Planeta em vários lugares do mundo por meio de sua Rede WWF com o objetivo de conscientizar as pessoas sobre o aquecimento global e as mudanças climáticas.

No ano passado, a campanha reuniu cerca de 170 países pelo mundo, apagando ícones como a Torre Eifel (Paris), o Big Ben (Londres) e as Pirâmides de Gizé (Egito).

Esse movimento chegou ao Brasil em 2009 com o WWF Brasil. E, desde então, a instituição tem “apagado” as luzes de várias cidades – entre elas as capitais São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador, Belo Horizonte… -, monumentos importantes como o Cristo Redentor (RJ) Palácio da Alvorada (DF), Itaipu (Foz do Iguaçu), além de empresas e instituições.

“Para o WWF-Brasil, a Hora do Planeta é um momento único de mobilização. A cada ano, envolvemos um número maior de representantes de diversos segmentos da sociedade em uma grande reflexão, não só sobre o aquecimento global, mas também sobre a adoção de novos hábitos e maneiras de se relacionar com o meio ambiente”, conta afirma o secretário-geral do WWF-Brasil, Carlos Nomoto.

hora-do-planeta-itaipu-xNo ano passado, a Hora do Planeta reuniu 185 cidades pelo Brasil – 41 a mais do que no ano anterior, que mantinha o recorde desde a primeira edição, em 2009 -, entre elas todas as capitais e o Distrito Federal. 627 ícones – entre monumentos, espaços públicos e prédios históricos – ficaram às escuras, por 60 minutos.

Este ano, o movimento tem a adesão de 140 cidades, entre elas as capitais São Paulo (SP), Rio Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Boa Vista (RR) e Rio Branco (AC), Campo Grande (MS), Teresina (PI), Goiânia (GO), Aracaju (SE), Natal (RN), Macapá (AP), Maceió (AL), Recife (PE), Vitória (ES), Salvador (BA), Palmas (TO) e João Pessoa (PB).

Ao todo, serão 454 monumentos ou espaços públicos, entre os ficarão às escuras por 60 minutinhos estão:
São Paulo: Fonte Luminosa do Parque Ibirapuera;
Rio de Janeiro: Museu do Amanhã, Arcos da Lapa, Igreja da Penha e Ponte Estaiada da Barra;
Brasília: Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Instituto Brasília Ambiental e Jardim Botânico;
Belo Horizonte: Paço Municipal e da Praça da Bandeira;
Salvador: Elevador Lacerda, marco da capital baiana;
João Pessoa: Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes;
– Porto Alegre: Monumento ao Laçador, Monumento Expedicionário e Fonte Luminosa;
– BoaVista: Praça do Triângulo e os monumentos ao Garimpeiro e aos Pioneiros;
– Rio Branco: fachada da sede da Prefeitura;
– Recife: Praça Marco Zero, seu principal ícone;
Palmas: Câmara Municipal, Paço Municipal e Espaço Cultural José Rodrigues Sobrinho;
Maceió: Associação Comercial, Memorial à República e Memorial Teotônio Vilela;
– Natal: Palácio Felipe Camarão, Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte e Ponte Newton Navarro;
– Aracaju: Secretaria do Meio Ambiente;
Goiânia: Viaduto Latif Selba (conhecido como Praça do Ratinho);
– Campo Grande (onde, excepcionalmente, a Hora do Planeta ocorrerá em outro horário: entre 19h30 e 20h30): Obelisco, Praça das Araras, Cavaleiro Gauicuru, Carro de Boi e a Central de Atendimento ao Cidadão;
Teresina: Ponte Estaiada Mestre João Isidoro França e Palácio da Cidade;
Macapá: Prefeitura, Ministério Público Estadual, Câmara de Vereadores, a Fortaleza de São José de Macapá e Marco Zero do Equador;
Vitória: fachadas do Palácio Jerônimo Monteiro, Centro de Atendimento Integrado ao Cidadão (CIAC) e alguns monumentos públicos (ainda a definir).

Muito além de apagar as luzes

O WWF-Brasil preparou alguns eventos especiais em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Na capital paulista, será realizada uma pedalada com participantes identificados com camisetas oficiais da Hora do Planeta, que terá início na Avenida Professor Noé Azevedo, às 18h30, e seguirá pela Avenida Paulista até a Praça dos Ciclistas (20h). Às 20h30, todos farão parte da cerimônia do desligamento de um interruptor simbólico.  O público receberá velas com protetores para iluminar a celebração durante os sessenta minutos em que as luzes estiverem apagadas.

Na capital carioca, além da Horinha do Planeta (leia abaixo), o Pão de Açúcar e o Museu do Amanhã, dois ícones da capital fluminense, também ficarão apagados.

A Horinha do Planeta convida crianças para a ação

hora-do-planeta-horinha-parque-lage-xSem as crianças, impossível desenhar um futuro melhor para a humanidade e para o planeta. Por isso, o WWF Brasil lançou a Horinha do Planeta este ano e escolheu a cidade do Rio de Janeiro para começar. O encontro acontecerá no Parque Lage, a partir das 9h, com diversas atividades sobre a necessidade e a importância de preservar os recursos naturais para envolver os pequenos e sua família.

A primeira atividade será a Caminhada do Panda (símbolo da instituição) pela reserva de Mata Atlântica local, que é parte integrante do Parque Nacional da Tijuca. Antes da saída para o passeio, os monitores explicarão o objetivo da Hora do Planeta em detalhes e responderão as dúvidas do público mirim.

Para participar, é só fazer se inscrever pelo formulário no site do WWF.

E adianta, mesmo, participar?

A eficácia prática – economia de energia – deste movimento é mínima, claro! Segundo a revista Mundo Estranho, quase nada! No primeiro ano de campanha, em 2007, por exemplo, a capital australiana economizou apenas 2,1% de energia. Sim, é um valor irrisório e, depois de uma hora de adesão, a população voltou ao consumo normal. Mas, por ser um ato simbólico, que só tem crescido, a economia não é desprezível e valeu. Portanto, a resposta para a perguntar acima é: Claro que adianta participar!!

O que importa, aqui, é a mobilização, é espalhar a consciência a respeito do assunto – seja em eventos públicos ou privados – para que cada vez mais pessoas saibam da importância de economizar energia e, consequentemente, reduzir nosso impacto (emissões de gases de efeito estufa, entre outros) e as mudanças climáticas. Por isso, este ano, as crianças oram envolvidas de forma efetiva (pena que será só no Rio de Janeiro! Mas, no ano que vem, quem sabe sua cidade pode aderir também…). Por isso, é tão  importante espalhar esta ideia na família, entre os amigos, no trabalho, na escola, no condomínio ou bairro onde você mora. Só junto poderemos melhorar o que está posto. E, se cada um fizer sua parte – começando por pequenas atitudes como tirar todos os aparelhos eletrônicos das tomadas, em sua casa (o que ajudará a economizar 60% na conta de luz) -, dará início a uma pequena mudança que, somada às demais, poderá ajudar a transformar a forma como lidamos com a energia no planeta e o aquecimento global.

Vamos nessa? Anote na agenda: 19 de março, das 20h30 às 21h3o.

Para finalizar este post, deixo vocês com um vídeo do WWF de 2008 que resume, numa rápida animação, o que temos feito com nosso planeta e porque precisamos nos mobilizar e mudar. Espalhe!

Imagens: Divulgação/WWF Brasil

Mônica Nunes

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na revista Claudia, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, da mesma editora, considerado pela United Nations Foundation como o maior portal no tema. Integrou a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade e, em 2015, participou da conferência TEDxSãoPaulo.

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