Hong Kong proíbe venda de marfim para frear matança ilegal de elefantes

Por ano, 35 mil elefantes-africanos são mortos pelo comércio ilegal de marfim

Vitória para os elefantes! Nesta quarta-feira, a cidade de Hong Kong, na China, anunciou que vai banir gradativamente o comércio de marfim local. O chefe de governo Leung Chun-ying ainda se comprometeu a impor penas mais pesadas para contrabando e comércio ilegal de espécies ameaçadas de extinção.

Todos os anos, aproximadamente 35 mil elefantes-africanos são mortos por caçadores que querem retirar seu marfim, que muitas vezes é esculpido e vendido na forma de ornamentos, joias e outros artigos de presente. Conservacionistas alertam que, se a matança não for impedida, a espécie estará extinta até 2020 – ou seja, em apenas quatro anos!

Na China, o marfim é altamente valorizado como um bem de luxo. Apesar da importação e exportação do produto na cidade estarem banidas desde 1989, quando o comércio internacional deste bem se tornou ilegal, Hong Kong é o maior mercado de varejo de marfim do mundo. Atualmente, a cidade tem 413 vendedores licenciados que podem comercializar materiais que já estavam no país antes da proibição. Como você pode imaginar, na prática, não é isto o que acontece.

Segundo relatório lançado pela organização de defesa dos animais selvagens WildAid, o comércio licenciado do produto em Hong Kong, na verdade, impulsiona a matança de elefantes e o contrabando. “Os comerciantes de marfim em Hong Kong não são mais do que assassinos de elefantes-africanos e têm operado sob o nariz das autoridades com total impunidade por décadas”, afirma o coautor do estudo Alex Hofford.

Outra organização de proteção animal, a Save the Elephants, lançou relatório que revela que nenhuma outra cidade do mundo possui tantos artigos de marfim quanto Hong Kong. Em 72 lojas investigadas, foram descobertos mais de 30 mil itens – em sua maioria, joias e estatuetas. De acordo com o estudo, a cidade é o terceiro maior hub para marfim contrabandeado, atrás apenas do Quênia e da Tanzânia.

Foto: kikatani / Domínio Público

Jornalista, Marina escreve sobre meio ambiente para diversas publicações brasileiras desde 2011. Já colaborou para veículos como Superinteressante, Exame, VEJA, VEJA SP, M de Mulher, Casa Claudia, VIP, Cosmopolitan Brasil, Brasil Post, National Geographic Brasil, INFO e Planeta Sustentável.

Marina Maciel

Jornalista, Marina escreve sobre meio ambiente para diversas publicações brasileiras desde 2011. Já colaborou para veículos como Superinteressante, Exame, VEJA, VEJA SP, M de Mulher, Casa Claudia, VIP, Cosmopolitan Brasil, Brasil Post, National Geographic Brasil, INFO e Planeta Sustentável.

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