Greta Thunberg volta à Europa a bordo de um catamarã para participar da conferência climática, em Madri

Foi só o governo da Espanha anunciar que sediaria a Conferência do Clima (COP25) em Madri – atendendo prontamente ao apelo da secretária-executiva da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCC), Patrícia Espinosa – que a ativista Greta Thunberg foi às redes sociais para pedir carona de barco pra voltar à Europa.

Escreveu: “Como a COP25 foi oficialmente transferida de Santiago para Madri, precisarei de ajuda. Acontece que eu viajei metade do mundo na direção errada :)”. E acrescentou: “Sinto muito por não poder visitar a América do Sul e Central desta vez. Estava muito ansiosa por isso. Mas isso não é, obviamente, sobre mim, minhas experiências ou para onde desejo viajar. Estamos em uma emergência climática e ecológica. Eu envio meu apoio ao povo do Chile”.

A adolescente não viaja de avião devido às altas emissões de gases de efeito estufa – ela se locomove basicamente de trem entre países de um mesmo continente -, por isso, veio para o continente americano a bordo de um veleiro movido a energia solar e eólica. Sua intenção era participar da Cúpula Climática da ONU, de inúmeros eventos e encontros relacionados ao clima, conhecer comunidades e projetos e terminar a viagem na COP25, que seria realizada no Chile. Depois, encontraria outra carona para voltar, calmamente.

(Vale lembrar que a transferência da COP25 para Madri se deu por causa da crise política e social no Chile. Em 30 de outubro, seu presidente, Sebastian Piñera – que tinha se comprometido sediar a conferência em novembro e dezembro quando Bolsonaro dispensou o evento (antes mesmo de assumir a presidência) – cancelou a realização da conferência climática).

Ontem, finalmente, Greta contou que já tinha conseguido a carona, zarparia hoje para a Europa e confirmou sua presença em Madri. A demora se deveu, certamente, à exigência de que a embarcação não poderia ser poluente. Ela partiu de Virgínia rumo à Inglaterra a bordo de um catamarã de 28 pés, na companhia de três australianos aventureiros – Riley Whitelum, Elayna Carausu e Nikki Henderson – e um bebê adorável.

Quem quiser acompanhar sua jornada, pode seguir o site Sailing La Vagabonde, que o casal Riley e Elayna atualiza desde que se lançou ao mar a bordo dessa embarcação sustentável. Eles já navegaram mais de 90 mil milhas (ou cerca de 144 mil quilômetros) e têm mais de um 1.700 milhão de seguidores.

Hoje, ela parecia feliz da vida, como mostra a foto (fora de foco) abaixo, que escreveu em seuInstagram: “Dia 2. Na corrente do Golfo. Ontem havia condições bastante difíceis nas águas rasas da costa. Hoje muito melhor. Dormi muito bem. Ótimo estar de volta ao oceano!”.

Foto: Reprodução Instagram

Mônica Nunes

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na revista Claudia, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, da mesma editora, considerado pela United Nations Foundation como o maior portal no tema. Integrou a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade e, em 2015, participou da conferência TEDxSãoPaulo.

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