“Greta é a única amiga por quem eu faltaria às aulas”, declara Malala Yousafazai após encontro com a ativista em Oxford

Elas representam dois dos temas mais urgentes da atualidade no mundo: as mudanças climáticas e a educação.

Malala Yousafazai ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 2014, quando tinha 17 anos – juntamente com o ativista indiano Kailash Satyarthi, de 60 anos -, por sua luta pelo direito de crianças e jovens à educação. Dois anos antes, ela sobreviveu a um ataque do Talibã, no Paquistão, no qual foi baleada na cabeça ao fazer campanha para que as meninas pudessem ir à escola. E, assim, se tornou um símbolo global da resiliência das mulheres diante da opressão.

Em agosto de 2018, Greta Thunberg fez greve escolar e foi para a frente do parlamento sueco protestar contra a inação de governos, empresas e cidadãos na luta contra as mudanças climáticas. Com sua atitude solitária, ela inspirou a criação do movimento pela justiça climática Fridays for Future e, desde então, tem inspirado milhares de jovens – crianças e adultos também – pelo mundo. Foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz em 2019 e 2020.

Esta semana, a ativista sueca, de 17 anos (mesma idade de Malala quando ganhou o Nobel), viajou para a Inglaterra para participar da greve pelo clima com jovens de Bristol, que acontecerá na próxima sexta-feira, 28/2. Mas, antes, passou por Oxford, onde visitou Malala, de 22 anos, que estuda na prestigiada universidade local.

Elas se encontraram em Lady Margaret Hall, a convite de uma professora de Malala, Alan Rusbridger, conversaram sobre seus ativismos. Em seguida, Greta falou sobre a crise climática e os protestos ao redor do mundo para estudantes da universidade.

Interessante notar que Malala luta para que as meninas possam estudar e os jovens que participam do movimento impulsionado por Greta, faltam às aulas para protestar. Ambas, causas legítimas.

Depois do encontro, as duas jovens fizeram declarações carinhosas no Twitter, ilustrando seus posts com fotos semelhantes tiradas nos jardins da universidade. Malala disse que Greta “… é a única amiga por quem eu faltaria à aula”. Greta, por sua vez, contou: “Então … hoje eu conheci meu modelo. O que mais posso dizer?”. Quis dizer obviamente que a amiga paquistanesa a inspira. Muito lindas!

Abaixo, reproduzo os dois posts carinhosos. E, também, o da professora que convidou Greta: “Homenagem a @gretathunberg em @lmhoxford hoje. Grata por ter encontrado tempo para conversar com alguns de nossos alunos sobre ciências, votação, limites de protestos, desinvestimento, zero real x zero líquido e muito mais”.

Se o encontro tivesse acontecido no início do mês, talvez tivesse sido possível reunir Greta e o cacique Raoni, também indicado ao Prêmio Nobel da Paz. Ele esteve em Oxford, participando de encontro com pensadores de diversas partes do mundo sobre o futuro da Amazônia. Teria sido um belo encontro. Com Malala também.

Fotos: reprodução

Mônica Nunes

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na revista Claudia, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, da mesma editora, considerado pela United Nations Foundation como o maior portal no tema. Integrou a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade e, em 2015, participou da conferência TEDxSãoPaulo.

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