Google lança sistema que alerta usuários sobre desastres naturais no Brasil

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Com as mudanças do clima, os desastres naturais se tornaram mais frequentes no mundo. Causaram muitos danos humanos e materiais. Sabemos que os animais pressentem quando algo assim vai acontecer. Foram muitos os relatos sobre o comportamento dos bichos antes do Tsunami que varreu o nordeste do Japão, em 2011. Nós, humanos, não temos “esse radar”, mas temos a inteligência para criar uma ferramenta que resolva essa questão. Foi o que fez a equipe do Google em 2005, logo após a catástrofe provocada pelo furacão Katrina, nos Estados Unidos: criou o Public Alerts, primeiro sistema de alerta público do mundo.

Hoje, a ferramenta está disponível em doze países, incluindo o Brasil, onde acaba de ser lançada (foi no dia 22/7) em parceria com órgãos públicos de metereologia – como o Instituto Nacional de Metereologia (INMET) e o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (CENAD) – e a Secretaria Nacional de Defesa Civil, que coordena este órgão. Mas seu desenvolvimento data de 2014, quando o Google começou a fase de implementação do sistema usando como teste a inundação do Rio Madeira, no norte do país.

No Brasil não acontecem tsunamis, nem grandes terremotos, mas já passamos por alguns tremores de terra, tempestades e inundações, ventos fortes, geadas e também baixa umidade. É sobre esses eventos que a nova ferramenta do Google vai alertar os brasileiros – antes, durante e depois dos desastres, em tempo real e 24 horas/dia – para que saibam como agir e tenham tempo de se preparar ou se deslocar da zona atingida. Inclusive de áreas incendiadas.

Os dados fornecidos incluem avisos metereológicos, orientações sobre como proceder durante as ocorrências, contatos dos serviços emergência, locais para doação de alimentos, roupas etc, notícias atualizadas e medidas adotadas pela Defesa Civil. As informações dependem da localização, da gravidade do desastre e do tipo de consulta e serão fornecidas por três de seus serviços: busca, Google Now (assistente pessoal via smartphones) e Google Maps.

No serviço de busca, as informações podem ser acessadas quando o usuário pesquisar sobre um determinado local no qual está previsto algum evento extremo. Conforme a gravidade da situação, o usuário poderá ser orientado a procurar a Defesa Civil.

No Google Now, as informações são exibidas de acordo com a localização do pesquisador, que ainda pode receber notificações.

Já os avisos no Google Maps são mostrados conforme a navegação realizada pelos mapas.

Quem quiser também pode consultar os alertas nos países onde o serviço já está ativado: Austrália, Canadá, Colômbia, Índia, Indonésia, Japão, México, Nova Zelândia, Filipinas, Taiwan e Estados Unidos.

Foto: Divulgação Agência Força Aérea/Sargento Simo (enchente em Santa Catarina, em 2011)

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na revista Claudia, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, da mesma editora, considerado pela United Nations Foundation como o maior portal no tema. Integrou a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade e, em 2015, participou da conferência TEDxSãoPaulo.

Mônica Nunes

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na revista Claudia, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, da mesma editora, considerado pela United Nations Foundation como o maior portal no tema. Integrou a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade e, em 2015, participou da conferência TEDxSãoPaulo.

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