Furacão Irma deixa rastro de destruição e mortes no Caribe rumo à Flórida

Furacão Irma deixa rastro de destruição e mortes no Caribe e ruma agora para a Flórida

*Atualizado em 08/09

Furacão de categoria 5 (a mais alta na escala de Saffir-Simpson), o Irma está sendo considerado por meteorologistas o mais poderoso a atingir o Oceano Atlântico até hoje. Os ventos chegaram a mais de 295 km/h. A tempestade passou na quarta (06/09) pelas ilhas caribenhas de St. Barths, St. Martin, St. Thomas, Ilhas Virgens Britânicas e Barbuda e depois seguiu para Porto Rico. Segundo informações do US National Hurricane Center, nesta quinta pela manhã (07/09), o olho do furacão ruma para a costa norte da República Dominicana, Bahamas e Haiti.

Até agora, já foram confirmadas 18 mortes. Uma das ilhas mais afetadas foi Barbuda. Em comunicado oficial, o primeiro ministro Gaston Browne afirmou que 95% das casas e construções foram impactadas. Depois de sobrevoar a ilha, ele falou que ela está praticamente inabitável.

Em Porto Rico a situação também é bastante grave. Um milhão de pessoas estão sem eletricidade e mais de 56 mil pessoas sem água.

Meteorologistas não conseguem dizer ainda se o Irma continuará a trajetória atual. Caso ela seja confirmada, o furacão chegará ao estado da Flórida, nos Estados Unidos, no final de semana. Vinte e cinco mil moradores e turistas da região de Florida Keys foram instruídos a deixar suas casas e abandonar aquela área.

Trajetória do furacão Irma

Especialistas consideram que, como se apresenta no momento, o furacão Irma é muito pior e devastador do que Andrew, outra tempestade categoria 5, que devastou o estado em 1992. Na época, 63,5 mil casas foram completamente destruídas e 65 pessoas morreram. Os prejuízos chegaram a 26,5 bilhões de dólares.

Abrigos de emergência estão sendo preparados em diversas cidades da Flórida e a população corre para supermercados e lojas para fazer estoque de comida e água. Os que podem, viajam rumo ao norte do estado, para poder escapar do furacão. Escolas suspenderam as aulas pelos próximos dias. Companhias aéres também cancelaram voos para a região no final de semana.

O “novo normal”?

Este é o segundo grande furacão a atingir os Estados Unidos em apenas duas semanas. Harvey, tido como o mais violento dos últimos doze anos no país, causou inundações sem precedentes no Texas e aproximadamente 60 mortes. Apesar de ter iniciado sua trajetória como uma tempestade tropical, rapidamente ganhou velocidade, chegando à categoria 4, com ventos de mais de 200 km/h (leia mais aqui).

No sul da Ásia, as tempestades da estação Monsoon também foram devastadoras. Mais de 1.200 pessoas morreram na Índia, Nepal e Bangladesh e 40 milhões ficaram desabrigadas por causa de enchentes, como mostramos neste outro post.

Furacão Irma deixa rastro de destruição e mortes no Caribe e ruma agora para a Flórida

Imagem impressionante do olho do furacão Irma visto do espaço

Cientistas que estudam o clima no planeta têm receio que este seja “o novo normal”. O aquecimento da superfície da Terra, devido à emissão sem precedentes de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera pelo ser humano, é a razão pela qual, cada vez mais, veremos os chamados extremos climáticos: furacões, tempestades de grandes proporções, enchentes, secas e ondas de calor históricas.

Abaixo assista vídeo feito pelo jornal The Guardian mostrando o impacto do furacão Irma no Caribe:

Fotos:  CIRA/Fotos Públicas e divulgação NOAA

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

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