Vale a pena esperar

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A paciência e a espera não são essenciais somente para o registro de animais. Fui fazer um trabalho na Chapada dos Guimarães, local que já havia estado diversas vezes. Tinha em mente uma fotografia clássica e já sabia que o horário ideal seria no final da tarde, perto do pôr-do-sol.

Cheguei no local já conhecido no final da tarde como o previsto, porém estava chovendo forte. Aguardei dentro do carro que eu estava para ver o que poderia acontecer.

Após um bom tempo de espera, a chuva passou para alguns pingos dispersos. Saí para ver se tinha algum assunto interessante digno de registro fotográfico mesmo com céu nublado. Olhando para o horizonte percebi algo animador. Na direção do pôr-do-sol havia um rasgo nas nuvens, como se feitos por uma faca afiada onde era visível uma faixa de céu azul.

Pensei com meus botões: vou esperar para ver o que acontece. Pode ser que as nuvens sejam mais rápidas que o sol e ele apareça antes de se pôr. Foi o que aconteceu. Nos últimos minutos de sol, no “rasgo “ entre as nuvens que eu havia percebido, surgiu a luz do sol completamente avermelhada.

O rasgo era tão pequeno que não chegava a iluminar todo o arenito, criando uma luz completamente diferente de qualquer uma que estamos habituados.

O tempo que o sol iluminou os arenitos foi curto, porém o suficiente para fazer uma boa sequência de fotos. Após poucos minutos, desabou uma forte chuva novamente.

Cheguei no carro bem molhado, mas feliz por ter presenciado um momento como este e mais ainda, por ter conseguido boas imagens deste momento especial!

Selecionei para o blog duas fotos, uma pouco antes de abrir o rasgo no céu, que você confere logo abaixo, e outra no auge, pouco antes do sol se por, que está em destaque no alto da página. Revendo a diferença entre estas duas fotos, com céu nublado e com sol, dá para perceber que sim, vale a pena esperar!

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Zig Koch

Fotógrafo profissional com ênfase em imagens de natureza, turismo e viagens. Autor de 14 livros e 25 exposições individuais, sendo quatro internacionais. Percorreu todos os biomas brasileiros, viajou para vários países de outros continentes, fotografando para revistas, ONGs e empresas.

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