Flagrados animais alimentados com produtos que aumentam risco de ocorrência da vaca louca

Flagrados animais sendo alimentados com produtos que aumentam risco de ocorrência da vaca louca no interior de SP

A encefalopatia espongiforme bovina, popularmente conhecida como mal da vaca louca, é uma doença que ataca o sistema nervoso central dos animais, levando à paralisia e ao óbito. Ela é causada por uma proteína, o príon, que provoca a morte das células cerebrais, formando buracos no órgão, parecidos com os de uma esponja. O pior de tudo, é que a doença pode ser transmissível ao ser humano.

O mal da vaca louca foi diagnosticado pela primeira vez na década de 80, na Inglaterra, mas se tornou conhecido mundialmente entre 1992 e 1993, quando uma epidemia matou mais de 3.500 bois por mês.

Apesar do Brasil nunca ter registrado um caso do mal da vaca louca e ser um país onde o risco do aparecimento da doença é praticamente nulo, aqui – como em outros lugares – produtores são proibidos de alimentar o gado com ração feita a partir de restos de comida e fezes de outros animais, o que configura o canibalismo, pois proteínas das mesmas espécies são ingeridas e isso é um dos riscos para o aparecimento da vaca louca.

Mas na semana passada, fiscais federais agropecuários encontraram mais de 60 animais sendo alimentados com cama de aviário no interior de São Paulo. A cama de aviário é um subproduto da criação de aves. Ela é composta justamente por sobras de comida e fezes de animais, que se alimentam de ração feita à base de carne bovina e suína.

Os animais foram confiscados e encaminhados para matadouros para serem sacrificados.

“Nós realizamos, periodicamente, fiscalizações surpresas nas propriedades rurais para garantir que o país siga livre da encefalopatia espongiforme. Seria desastroso para a economia se surgisse um foco da doença”, explica Jean G. F. Joaquim, auditor agropecuário responsável pela equipe que realizou a fiscalização. A ação contou com o apoio da Policia Ambiental e da Secretaria de Agricultura do Estado de SP.

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Foto: domínio público/pixabay

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

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