Finlândia é o país mais feliz do mundo, segundo o World Happiness Report 2018

Finlândia

Nem as temperaturas abaixo de zero fazem os povos escandinavos tirarem o sorriso do rosto. Assim como nas edições anteriores do World Happiness Report, países do extremo norte do continente europeu aparecem no topo do ranking global, que avalia o subjetivo índice de felicidade e bem-estar de populações ao redor do planeta. Ano a ano, só há uma “dança das cadeiras” entre as nações da Escandinávia.

Em 2018, a Finlândia tomou a 1º posição obtida pela Noruega no ano passado, que com isso, ficou em 2º lugar. Logo em seguida vem Dinamarca (3º), Islândia (4º) e Suíça (5º). Outro país da Escandinávia que surge entre os dez mais bem cotados pelo ranking é a Suécia, na 9ª colocação (veja lista completa ao final deste post).

O Brasil caiu seis posições no novo levantamento. Em 2016, estava em 22o lugar e agora, surge em 28o. Mexicanos e chilenos são considerados mais felizes do que nós, mas ainda conseguimos ficar uma posição acima, em termos de alegrias, em comparação aos nossos vizinhos e eternos rivais, os argentinos. Em plena crise política e social, com pessoas passando fome nas ruas, a Venezuela amarga uma 102a colocação.

Em geral, os latinoamericanos afirmam ser mais felizes do que povos de outros continentes. Segundo os pesquisadores, eles não deixam sua renda per capita, mesmo que baixa, influenciar a maneira como percebem a felicidade, muito mais baseada em relações familiares e interpessoais e que, estimulam, e muito, a manifestação pública de emoções (entenda melhor na matéria Quanto custa para ser feliz?).

Publicado desde 2012, o ranking da felicidade e bem-estar mundial é divulgado anualmente pelas Nações Unidas, já que a entidade acredita que estes dois parâmetros são os principais a serem levados em conta para medir o progresso social de um país e a eficácia das políticas públicas empregadas.

Este ano, o tema principal colocado em foco foi migração. Com a globalização, cada vez mais pessoas buscam a felicidade em lugares diferentes, nem sempre onde elas nasceram. O que o relatório analisou foi como estes migrantes se sentem no novo país em que escolheram para viver e também, como os moradores locais são afetados pela onda migratória. E não só isso. Mas também, como aqueles deixados para trás são impactados.

O aumento desse movimento migratório é sentido globalmente. Na América do Sul, por exemplo, eram 12 milhões de migrantes internacionais em 1990, vindos de outros continentes. Em 2015, este número pulou para 30 milhões. Refugiados representam 10% dos migrantes no mundo, algo em torno de 25 milhões de pessoas.

Este ano, o ranking analisou 156 países. Além da questão migratória, os especialistas da ONU levam em conta parâmetros como expectativa de vida, saúde, governança, renda, confiança (em governos e empresas), honestidade, liberdade (para tomar decisões) e generosidade (avaliada pelo volume de doações realizadas).

O sucesso da “felicidade dos escandinavos” se deve a esses povos terem seus direitos respeitados e acesso à boas escolas e hospitais, serviço de transporte público eficiente e confiarem em seus governantes.

Os países considerados os mais “infelizes”, ou seja, que figuram no final da lista do World Happiness Report 2018 são todos do Oriente Médio e África. São nações que sofrem com extrema pobreza ou enfrentam guerras civis, entre elas, Burundi, Sudão do Sul, Tanzânia, Yêmen e Ruanda.

Os pesquisadores chamaram a atenção para os Estados Unidos, que vem caindo gradativamente no ranking. Para eles, a insatisfação americana se deve a três fatores, que afetam diretamente o bem-estar e a saúde da população: obesidade, depressão e abuso de opioides, drogas que atuam no sistema nervoso para aliviar a dor. O uso indevido e contínuo dessas drogas pode levar à dependência física e a sintomas de abstinência.

World Happiness Report 2018

1. Finlândia
2. Noruega
3. Dinamarca
4. Islândia
5. Suíça
6. Holanda
7. Canadá
8. Nova Zelândia
9. Suécia
10. Austrália
11. Israel
12. Áustria
13. Costa Rica
14. Irlanda
15. Alemanha
16. Bélgica
17. Luxemburgo
18. Estados Unidos
19. Reino Unido
20. Emirados Árabes Unidos
21. República Tcheca
22. Malta
23. França
24. México
25. Chile
26. Taiwain
27. Panamá
28. Brasil

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Foto: divulgação My Helsinki/Lauri Rotko

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

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