Filhotes de gambá são salvos depois que mãe é atropelada

Filhotes de gambá são salvos depois que mãe é atropelada

O que poderia ter sido uma história trágica, com final muito triste, teve um revés, graças à ajuda da Guarda Municipal de Catanduva, cidade no interior paulista.

Os guardas encontraram uma gambá bastante ferida, próximo à linha de trem, possivelmente atropelada por uma locomotiva. Apesar do grave estado do animal, a equipe percebeu que ainda havia vida ali: mais exatamente, sete vidas!

“Ela estava ofegante e a barriga mexia muito, até que, num determinado momento, um filhote caiu”, contou, em entrevista ao portal G1, o guarda Cláudio Pereira, que chamou um médico veterinário.

Infelizmente, apesar dos cuidados, a mãe morreu pouco tempo depois. Mas, todos os sete filhotes foram salvos. Agora os pequenininhos gambás estão sendo alimentados e cuidados por Cláudio, que pretende devolvê-los à natureza assim que estiverem mais fortes e maiores.

Como o gambá (Didelphis marsupialis) é um marsupial, assim como o canguru, quando nascem os filhotes completam seu desenvolvimento na bolsa materna e ficam ali por aproximadamente dois meses. Exatamente por esta razão é que os gambazinhos encontrados em Catanduva conseguiram sobreviver.

Logo após o nascimento, são minúsculos. Têm pouco mais de duas gramas e um centímetro.

De hábitos noturnos, o gambá utiliza sua cauda para agarrar-se a galhos e desta maneira, subir agilmente em árvores. Alimenta-se principalmente de frutos silvestres, insetos, outros pequenos roedores e ovos e filhotes de pássaros e galinhas.

Por isso mesmo, no meio ambiente, ele desempenha um papel importante no controle de doenças transmissíveis por algumas das espécies acima e também, como dispersor de sementes.

No mundo todo, tornou-se mais conhecido pela sua inusitada arma de defesa: quando acuado ou com medo, expele um líquido fétido produzido por glândulas axilares.

No Brasil, ele é chamado por diversos nomes. Na Amazônia: mucura; na Bahia: suruê ou sarigüê; no Nordeste: cassac ou timbuo; no Mato Grosso e Paraguai: micurê e no resto do país, simplesmente, por gambá.

A perda de habitat devido ao desmatamento, à expansão agropecuária e das atividades humanas, faz com que, anualmente, milhares de gambás morram atropelados em ruas e rodovias. Estima-se que 15 animais percam a vida nas estradas brasileiras a cada segundo. Uma maneira de reduzir esta triste estatística é construindo viadutos para travessia, como este, no Pará, inaugurado no ano passado.

Segue abaixo a recomendação do site do Ministério do Meio Ambiente caso você encontre algum animal silvestre:

Nunca tente capturar o animal você mesmo, porque ele pode reagir de forma agressiva caso se sinta ameaçado. Se ele não estiver ferido, apenas deixe sua passagem livre para que ele fuja. Caso o animal esteja ferido ou preso em algum local, entre em contato imediatamente com a Guarda Municipal do seu município, a Polícia Militar ou o Corpo de Bombeiros.

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Fotos: divulgação Guarda Municipal de Catanduva

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

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