Expedição revela criaturas desconhecidas das profundezas da Antártica

Durante três meses a bióloga Susanne Lockhart e o piloto John Hocevar, diretor da área de Oceanos do Greenpeace Estados Unidos, estudaram a vida marinha das áreas mais pristinas da Antártica.

A bordo de um submarino, os pesquisadores exploraram as profundezas do oceano antártico, de onde recolheram amostras de lixo plástico, mas também, de criaturas jamais antes investigadas. Além disso, fizeram filmagens, que devem ajudar no entendimento do comportamento dos seres que vivem neste ecossistema.

Ao lado de diversos outros cientistas, a equipe do Greenpeace esteve na Península Antártica conduzindo pesquisas para coletar mais evidências para reforçar a importância da criação da maior reserva de proteção do planeta, um santuário de 1,8 milhão de km2 na Antártica: um refúgio para pinguins, focas, orcas e baleias, que deixará a região fora do alcance das embarcações de pesca industrial, da caça às baleias e da exploração de petróleo.

Submarino utilizado nas pesquisas

Todo o material coletado, incluindo as criaturas marinhas, está sendo analisado agora em laboratório. Os cientistas acreditam que as amostras ajudarão na descoberta de novas espécies. “A pesquisa não é apenas importante para que possamos aprender e entender sobre essas comunidade de animais invertebrados que vivem no solo da Antártica, mas também, ser usada para ajudar a proteger todo este ecossistema”, afirmou Susanne Lockhart, em entrevista ao jornal britânico The Guardian.

A cientista ficou impressionada com a quantidade e variedade de espécies registradas na expedição. Segundo ela, “as descobertas a deixaram mais empolgada do que em qualquer outro momento dos seus 25 anos de carreira como bióloga”.

“Sabemos tão pouco sobre este precioso ecossistema e esperamos que nosso trabalho, mergulhando nas profundidades do oceano antártico, possa fornecer as evidências necessárias para assegurar a conservação deste continente”, destacou Will McCallum, pesquisador do Greenpeace.

Navio do Greenpeace na Baía de Charlotte, na Península Antártica

Em outubro de 2018, governos de diversos países vão se reunir no encontro da Comissão do Oceano Antártico e é quando uma decisão será tomada sobre a criação da reserva de proteção. Por isso, a hora é agora de pressioná-los a agir. Você pode ajudar na campanha Proteja a Antártica, assinando esta petição online.

Além do impacto do aquecimento global sobre o planeta todo, inclusive nos polos Norte e Sul, a Antártica também tem sofrido com a pesca industrial e insustentável do krill, um minúsculo crustáceo, parecido com um camarão, que é a base da cadeia alimentar de uma série de animais marinhos na região.

Veja abaixo as incríveis imagens das criaturas registradas pela expedição à Antártica:


Larva coletada a 560 metros de profundidade

Estrela encontrada na ilha de Lecointe


Duas estrelas encobertas por esponjas marinhas

A “Antarctic feather star” recolhida na caverna de Kinnes-Kinnes

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Fotos: divulgação Greenpeace 

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

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