Expedição retira milhares de colônias de corais invasores do Arquipélago de Alcatrazes

Expedição retira milhares de colônias de corais invasores do arquipélago de Alcatrazes

Lindo, o coral sol, que aparece na imagem que abre este post, é uma ameaça à biodiversidade do litoral brasileiro. A espécie, que não é nativa dos nossos mares, se prolifera de maneira agressiva, roubando alimentos e se alastrando pelo habitat de outros animais marinhos.

Para conter a expansão do coral sol no Arquipélago de Alcatrazes, situado a 43 km da costa de São Sebastião, no estado de São Paulo, equipes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), WWF-Brasil e Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) realizaram uma expedição ao local.

Durante os cinco dias de trabalho, foram retirados do fundo do mar 20 mil colônias de coral sol.

Desde 2013, os biólogos monitoram a presença da espécie invasora na região. São encontradas ali a Tubastraea tagusensis, de origem equatorial, e a Tubastraea coccinea, nativa do Oceano Pacífico.

Acredita-se que os corais invasores chegaram ao Brasil incrustados em cascos de navios e plataformas de petróleo. Foi na década de 80 que eles foram observados pela primeira vez, próximos ao litoral do Rio de Janeiro.

Vida marinha em Alcatrazes

Em agosto do ano passado, depois de mais de 20 anos de impasses, o Arquipélago de Alcatrazes, com suas 13 ilhas, foi declarado oficialmente pelo governo Refúgio de Vida Silvestre. Numa área de 67 mil hectares, o turismo foi restringido e a pesca continuou a ser proibida (mais detalhes neste outro post).

Nesta unidade de conservação marinha, a segunda maior do país, são protegidos peixes, reptéis, anfíbios e aves. Muitas deles, entretanto, estão ameaçados de extinção. É também nas águas de Alcatrazes que tartarugas marinhas encontram alimentos e descanso.

Juntos, o Refúgio Silvestre e a Estação Ecológica Tupinambás, que fazem parte do Núcleo de Gestão Integrada ICMBio Alcatrazes, são responsáveis por conservar a riquíssima biodiversidade do arquipélago.

A estação ecológica é uma área de abrigo, reprodução e alimentação de espécies locais, como por exemplo, a toninha e a raia-viola, ambas com declínio de suas populações. A visita ali só é permitida com objetivos educacionais e para realização de pesquisas científicas.

Interessados em trabalhar como voluntários nos trabalhos do ICMBio, no Arquipélago de Alcatrazes, podem entrar em contato com a entidade através do telefone (12) 3892 4427 ou pelo e-mail ngi.alcatrazes@icmbio.gov.br.

Fonte: WWF-Brasil

Foto: Wikimedia Commons

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou em Zurique, na Suíça, de onde colaborou para diversas publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Info, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Atualmente vive em Londres.

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou em Zurique, na Suíça, de onde colaborou para diversas publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Info, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Atualmente vive em Londres.

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