Expedição fotográfica pelo Rio Negro e com os povos da floresta amazônica. Vamos?

Já participei de duas expedições com o fotógrafo Renato Soares, documentarista que registra os povos indígenas há quase 30 anos com seu projeto Ameríndios do Brasil, que tem este blog exclusivo, no Conexão Planeta, como importante canal de divulgação de sua obra e de suas reflexões.

A primeira expedição aconteceu em julho de 2016, numa aldeia Krahô, no Tocantins. A outra, em julho do ano passado, com os Yawalapiti, liderados pelo cacique Aritana.

Agora, em julho/agosto, em parceria com o Instituto Amor, ele vai levar um grupo de amantes da fotografia e da natureza pra navegar pelas águas do Rio Negro, conhecer sua rica biodiversidade e conviver com as comunidades ribeirinhas, seus costumes e cultura.

Será uma imersão na beleza natural e na cultura da Amazônia, que ainda tem outros objetivos: promover o uso da energia renovável (por meio da instalação de placas solares) em aldeias Yanomami, e atendimento medico e odontológico nas comunidades, já que o barco Joia Rara (foto de destaque deste post) é equipado para isso.

Os viajantes passarão 21 dias a bordo desse barco – entre 22 de julho a 11 de agosto -, registrando as belas paisagens e o cotidiano dos povos da floresta que vivem às margens do Rio Negro e seus afluentes. A estrutura do barco promove a contemplação e o relaxamento dos viajantes. Em alguns passeios, ainda será utilizada lancha de apoio para facilitar o acesso.

Por uma noite, os participantes ficarão hospedados no alojamento do instituto, em Anavilhanas, que fica na bucólica cidade de Novo Airão. Uma construção simples e rústica, tipicamente amazônica, que, além de um mirante voltado para o rio, tem um espaço para meditação – conhecido como “temploca”- e um pequeno museu indígena.

O roteiro ainda inclui navegar pelos rios Demini e Acará para visita à Serra do Acará, onde serão realizadas caminhadas para admirar a serra e conhecer a Cachoeira Eldorado, a maior do Brasil.

Depois de passar pela cidade de Santa Isabel, visitas a aldeias Yanomami – Ayari, Mais, Maffi e Nazaré, pelo rio Cauaburi, para instalação do sistema de captação de energia solar (como já comentei acima e que será custeado com a renda desta expedição) e convivência com sua cultura. Nessas aldeias vivem cerca de 160 famílias.

Em seguida, visita a São Gabriel da Cachoeira, a cidade mais indígena do Brasil, que além de cachoeiras belíssimas, reúne diversas etnias: Baniwa, Tukano e Hupdas, entre elas.

Agora, restam apenas três vagas para participar desta expedição! Então, se você ficou interessado em participar, escreva para o Renato: renato@imagensdobrasil.art.br

Quem é Renato Soares 

Ingressou na fotografia no final da década de 1980. Desde então, realiza viagens para retratar as diferentes formas de expressão cultural dos grupos étnicos brasileiros.

Ele sempre conta que sua identificação com o universo indígena vem desde a infância e se consolidou logo nos primeiros contatos com tribos em áreas remotas do Amazonas. Mas sua grande inspiração veio da profunda amizade que manteve com o sertanista Orlando Villas Bôas.

Sua obra foi mostrada em importantes exposições como O Último Kuarup, no Masp, em 2006, e na mostra itinerante A Última Viagem de Orlando Villas Bôas, que percorreu 12 capitais brasileiras.

Krahô, os Filhos da Terra, de 1996, foi seu primeiro livro. E vieram outros, como Pavilhão da Criatividade (1999), Sondagem na Alma do Povo – Acervo de Arte Popular Brasileira do Museu Edison Carneiro (2005, RJ), em parceria com Maureen Bisilliat; Mar de Minas (2008), um retrato dos 34 municípios no entorno do Lago de Furnas; Universo Amazônico (2012, SP); e Minas Além das Gerais (2012, MG).

Hoje, se dedica integralmente ao projeto Ameríndios do Brasil, com o qual, por meio da fotografia, busca “resgatar o melhor de nossa cultura ancestral”, explica. “Com meu trabalho, quero construir um grande acervo etnofotográfico brasileiro”.

Fotos: Renato Soares

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na Claudia e Boa Forma, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, considerado o maior portal no tema pela UNF. Integra a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade.

Mônica Nunes

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na Claudia e Boa Forma, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, considerado o maior portal no tema pela UNF. Integra a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade.

Deixe uma resposta