Estudo alerta sobre riscos de alimentos torrados para a saúde

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Acrilamida. O nome é difícil, mas ela pode estar presente em algumas comidas que ingerimos diariamente. A substância se forma a partir de uma reação química que acontece quando alimentos ricos em amido e açúcares são expostos a altas temperaturas, superiores a 120ºC, como é o caso de pães e batatas assados, fritos ou torrados. É aquela parte torrada, em tom mais escuro, decorrente do processo de cozimento destes alimentos.

Segundo estudo divulgado recentemente no Reino Unido pela Food Standards Agency, agência regulatória de alimentos, a alta quantidade de acrilamida contida em alimentos torrados demais pode ser extremamente prejudicial à nossa saúde. A substância está na lista de produtos associados ao surgimento do câncer em seres humanos da Agência Internacional de Pesquisa do Câncer, órgão da da Organização Mundial da Saúde.

Nos experimentos realizados pelos pesquisadores, entre uma porção de batatas mais e menos torradas, havia uma diferença de até 1 mil microgramas de acrilamida por quilo, ou seja, 50 vezes maior naquelas que tinham a coloração mais escura. Já entre batatas mais e menos assadas, aquelas que ficaram mais escuras, apresentaram até 80 vezes mais quantidade da substância cancerígena.

A recomendação dos cientistas é que ao consumir alimentos torrados, eles devem ter a coloração mais clara. No caso de torradas, por exemplo, basta ajustar a temperatura da torradeira para os níveis mais baixos. Ao fritar a batata, a sugestão é que se retire o alimento da frigideira quando ele estiver dourado.

“Não queremos que as pessoas deixem de comer certos tipos de alimentos, mas que simplesmente os cozinhem com uma coloração mais clara”, afirmou Guy Poppy, cientista chefe da agência britânica.

No mês passado, a Agência Internacional de Pesquisa do Câncer também alertou sobre os riscos do consumo abusivo de carne vermelha e sobretudo, carnes processadas, para o aparecimento do câncer, conforme noticiamos aqui neste outro post do Conexão Planeta.

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Foto: domínio público/pixabay

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

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