Espanha assume meta de ter matriz energética 100% renovável a partir de 2050

Espanha assume meta de ter matriz energética 100% renovável a partir de 2050

Vento e sol. E com estes dois recursos naturais e renováveis que o governo da Espanha quer atender sua demanda energética até a metade do século. A meta ambiciosa foi anunciada esta semana e faz parte de um objetivo ainda maior: reduzir em 90% a emissão de gases de efeito estufa, em relação aos índices de 1990.

Para conseguir o resultado esperado, os espanhóis afirmaram que irão investir em uma capacidade instalada de 3 mil MW em usinas solares e eólicas, por ano, pela próxima década.

Além disso, o Governo Democrático da Espanha tomou a decisão de proibir novas licenças para perfuração e exploração de combustíveis fósseis, fracking e hidrocarboneto.

O investimento não será pequeno. Pelo contrário. 20% do orçamento federal será destinado a medidas para mitigar os efeitos das mudanças climáticas. A expectativa é, até 2030, ter 70% da energia produzida a partir de fontes renováveis.

O processo de transição para as fontes limpas e sustentáveis inclui o fechamento de usinas de carvão, com programas de aposentadoria para seus funcionários ou treinamento para novas funções no mercado das indústrias solar e eólica.

Especialistas aplaudiram o plano espanhol e sua determinação em enfrentar o aquecimento global. É o primeiro governo da União Europeia que se compromete com metas que farão realmente alguma diferença em limitar o aumento da temperatura da superfície da Terra em 1,5oC, conforme compromisso assinado pelos países signatário do Acordo de Paris.

“O compromisso espanhol é um excelente exemplo da implementação do acordo: estabelece um plano de longo prazo, dá incentivos ao desenvolvimento de tecnologias carbono zero e se preocupa com a transição da força de trabalho”, elogia Christiana Figueres, ex-secretária executiva da Convenção de Mudanças Climáticas das Nações Unidas. “Como pioneira, a Espanha irá ganhar economicamente e criar novos empregos no setor de renováveis”.

*Com informações dos jornais The Guardian e The Independent

Foto: Willian Justen de Vasconcellos/unsplash

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

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