Escala humana

escala humana

A natureza nos oferece paisagens, cenas e sensações que jamais poderemos sentir de outra forma, a não ser, vivenciando a experiência pessoalmente. Por isso, alguns dizem, e eu concordo, que o melhor investimento na vida é vivê-la plenamente – e uma forma de fazer isso é conhecer lugares e pessoas, ou seja, viajando.

Clima, vento, cheiros, perfumes, companhia, chuva, sol – muito mais e tudo isso junto – transformam as experiências vividas em viagens únicas. Mesmo repetindo locais ou roteiros, a combinação de fatores nunca será a mesma e a sensação vivida será outra, sempre diferente.

Para muitos, e também me incluo neste grupo, o desafio de voltar com uma boa foto dessas experiências é importante, seja para mostrar aos amigos, fazer álbuns, imprimir para decoração ou para manter a imagem na própria memória, guardando momentos que se tornaram especiais.

Assim, às vezes fotografamos algo grandioso, mas sem revelar a escala. Quem vê, e mesmo quem tirou a foto, acaba perdendo a noção da dimensão de determinadas paisagens dessa nossa Terra linda e cheia de surpresas. E a foto fica “quase boa”…

O que fazer nesses casos? Bem, o melhor é colocar uma “escala” na imagem. Não, não é uma régua. No caso da imagem que ilustra esse texto, incluí na fotografia algumas pessoas. Elas deram a exata noção da grandiosidade daquele lugar. E, como estavam interagindo com a cena, consegui também transmitir algo além da simples paisagem.

A fotografia revela um pouco do momento que vivenciamos. Mais do que isso, compartilha o momento com o observador da imagem, aproximando o espectador do local que visitamos e, de certa forma, cria um desejo, um sentimento, uma emoção. Quando conseguimos, com um registro, despertar esses sentimentos, podemos afirmar que a fotografia cumpriu o seu papel.

Sem as pessoas no canto inferior esquerdo da imagem, perderíamos totalmente a noção da grandiosidade dessa geleira. E se eu subisse mais com o drone, as pessoas mal seriam percebidas, de tão pequenas que ficariam na foto. Então, encontrar o ponto ideal, também foi importante para construir uma boa escala.

Esta imagem, em particular, foi feita em fevereiro de 2018, no Estreito de Magalhães, na chamada Terra do Fogo. É a geleira Finlândia, uma das geleiras mais lindas que conheci. Fica no Parque Nacional Alberto de Agostini, na ilha Darwin ao sul de Punta Arenas, no Chile.

Vale a pena conhecer!!

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* Equipamento utilizado – Drone DJI Phantom 4 Pro

Fotógrafo profissional com ênfase em imagens de natureza, turismo e viagens. Autor de 14 livros e 25 exposições individuais, sendo quatro internacionais. Percorreu todos os biomas brasileiros, viajou para vários países de outros continentes, fotografando para revistas, ONGs e empresas.

Zig Koch

Fotógrafo profissional com ênfase em imagens de natureza, turismo e viagens. Autor de 14 livros e 25 exposições individuais, sendo quatro internacionais. Percorreu todos os biomas brasileiros, viajou para vários países de outros continentes, fotografando para revistas, ONGs e empresas.

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