Ensino da cultura africana: como cumprir esta lei nas escolas brasileiras?!

cultura africana

A avó da pedagoga gaúcha Edianie Azevedo Bardoni, Palmira de Souza, teve nos anos 50 um clube no Rio Grande do Sul, na cidade de Taquaras, que foi um dos primeiros do Brasil onde negros podiam se encontrar socialmente. Havia poucos lugares que os aceitavam sem restrições, pois o preconceito era velado naquela época. A neta guardou esta história e, recentemente, a incluiu na tese de mestrado.

Quase 80 anos depois, Edianie coordena, numa escola municipal de Porto Alegre, o projeto que implantou o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana no currículo. Desde 2003, há uma lei no Brasil que torna a disciplina obrigatória em todas as escolas, públicas e particulares, do ensino fundamental até o ensino médio. Apesar disso, ainda é muito pequeno o número de escolas que já cumpriu a regra.

A educadora buscou em primeiro lugar conhecer detalhes da lei. Em seguida, criou um grupo que ajudou a desenvolver projetos práticos, como compra de livros com a temática negra, aquisição de bonecas negras para uso na educação infantil, contação de histórias e inclusão no dia a dia das disciplinas de questões como o preconceito ou a falta de oportunidades para negros.

“Não é preciso esperar um crime de racismo ou discutir estes temas apenas no mês de novembro, quando se comemora o Dia da Consciência Negra”, diz Edianie.

A metodologia criada pela coordenadora conseguiu unir professores e alunos brancos e negros, além da comunidade fora da escola. A entrevista com Edianie Azevedo Bardoni você confere abaixo:

Fotos: Rod Waddington/Creative Commons/Flickr

Jornalista há 30 anos, é formado em Comunicação Social na Universidade Federal do Paraná. Em 1986, começou a carreira em televisão, primeiro como repórter e mais tarde, editor e apresentador. Trabalhou nas Redes Globo e Record. Em 2015, montou sua própria empresa, a Sobrequasetudo Comunicação e Arte, especializada em media training. Em 2017, criou o Brasil de Cor, um canal para dar oportunidade e visibilidade a negros brasileiros

Herivelto Oliveira

Jornalista há 30 anos, é formado em Comunicação Social na Universidade Federal do Paraná. Em 1986, começou a carreira em televisão, primeiro como repórter e mais tarde, editor e apresentador. Trabalhou nas Redes Globo e Record. Em 2015, montou sua própria empresa, a Sobrequasetudo Comunicação e Arte, especializada em media training. Em 2017, criou o Brasil de Cor, um canal para dar oportunidade e visibilidade a negros brasileiros

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