Em novo recorde, energia solar foi a fonte que mais cresceu no mundo em 2016

Energia solar foi a fonte que mais cresceu no mundo em 2016

Impulsionada pelo boom no mercado de painéis fotovoltaicos e a consequente redução de custo dos mesmos, a energia solar foi o grande destaque do setor elétrico no ano passado. Segundo o relatório “Renováveis 2017”, da Agência Internacional de Energia, as fontes renováveis representaram 2/3 da nova energia adicionada à rede global de distribuição de eletricidade (grid, em inglês).

Pela primeira vez na história, a energia solar superou o crescimento líquido do carvão, contribuindo ao grid com aproximadamente 165 gigawatts (GW) de eletricidade.

Já havíamos mostrado aqui, no começo do ano, neste outro post, como um estudo da consultoria Bloomberg New Energy Finance revelou que, ao final de 2016, a energia solar tinha se tornado a fonte renovável mais barata em 58 países, superando, inclusive, a eólica.

A China é de longe o país que mais tem investido na energia produzida a partir do sol. E apesar da política em prol do carvão, anunciada por Donald Trump, o mercado americano vai – felizmente, – na contramão da ignorância de seu presidente, e continua firme no setor de renováveis, o que já era de se esperar. No ano passado, pela primeira vez na história dos Estados Unidos, mais energia solar foi instalada na matriz energética do que todos os outros tipos de fontes juntas, representando quase 64% da nova capacidade de geração de eletricidade (leia mais aqui).

A terceira nação que lidera o mercado da energia solar é a Índia.

Para combater o grave problema da poluição no país, os chineses fecharam diversas usinas movida a carvão e estão colocando todas suas fichas nas energias solar e eólica. Hoje, sozinho, o país asiásito é responsável por mais de 40% do aumento da capacidade global dos renováveis. É ainda líder no segmento de hidrelétricas, bioenergia e veículos elétricos.

Metade da demanda mundial por painéis solares está na China

A estimativa dos especialistas da Agência Internacional de Energia é que até 2022, a eletricidade gerada a partir de  fontes renováveis deve aumentar 43%. Acredita-se também que, até lá, 70% da demanda na Dinamarca será atendida por energia limpa, 35% na Irlanda, 25% na Espanha, Alemanha e Reino Unido e 10% na China, Índia e Brasil.

Lamentavelmente, a política brasileira no setor elétrico, como é possível notar no gráfico abaixo, não está focada em fontes de energia limpas e sustentáveis. Comparado com os demais países, o Brasil está ficando na traseira do setor.

O principal desafio ainda a ser enfrentando na maioria dos países é a integração desta nova geração de energia com as redes de distribuição tradicionais.

Fonte: domínio público/pixabay

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

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