Em Amsterdam, letreiro famoso é reinstalado em ato de solidariedade pela Amazônia e seus povos

Exibindo o slogan I Amsterdam (Eu sou Amsterdã), ele era um dos ícones turísticos da cidade e parada habitual de visitantes desde 2004. Os turistas e moradores adoravam posar para fotos – e selfies, claro! Chegavam a escalar sua estrutura de 22 metros de extensão por 3 metros de altura para fazer poses mais criativas e mirabolantes e mostrar que estavam lá, em frente ao Rijksmuseum, Museu Nacional de História e Arte dos Países Baixos.

Foi um dos locais mais fotografados e revelados pelas redes sociais. Por isso, sua remoção pela prefeitura, no final do ano passado, foi muito lamentada. O motivo foi um pedido do partido Groenlinks, ligado a causas ambientais, que dizia que o famoso letreiro era apenas um símbolo do turismo de massa e que “representava o individualismo em uma cidade que luta por solidariedade e igualdade“.

O letreiro foi criado como uma ação de marketing dos escritórios de promoção de Amsterdam e não é o único. Outros, iguaizinhos, estão espalhados pela cidade: no lago Sloterplas e no aeroporto Schiphol, por exemplo. E sua retirada, não significa que se aposentou: se tornou itinerante, passeando por bairros e participando de eventos e de festivais.

Pois ele acaba de voltar para o mesmo local, com outra roupagem e um objetivo nobre: o de defender a floresta amazônica. Com a mensagem é I Amazonia, foi recolocado na Museuplein (Praça dos Museus) pelo Greenpeace da Holanda para chamar a atenção dos turistas e do mundo para a preservação dessa floresta.

É um ato de solidariedade à maior floresta tropical do mundo e aos povos indigenas e comunidades tradicionais que nela vivem e a protegem. Uma ação para “iluminar um marco vital para nossa sobrevivência que está desaparecendo diante de nossos olhos: a floresta amazônica”, diz o Greenpeace.

No site da organização, o ativista de florestas e biodiversidade, Sigrid Deters, declarou: “Apenas quando uma coisa se vai é que percebemos o quanto sentimos falta. A icônica placa atraiu a admiração e as lentes das câmeras de milhões de pessoas em todo o mundo. Ao trazê-la de volta como ‘Iamazonia’, o Greenpeace não apenas pede a proteção urgente da maior floresta tropical remanescente no mundo, mas também envia uma forte mensagem de solidariedade aos povos indígenas e comunidades tradicionais que protegem a Amazônia contra o desmatamento“.

Perfeito! Uma mensagem de alerta para que mais pessoas no mundo compreendam a importância de se conservar uma das biodiversidades mais ricas do planeta, que é um dos mecanismos naturais de maior relevância para o equilíbrio ecológico e de combate às mudanças climáticas e o aquecimento global. Um belíssimo cartão postal.

Fotos: Marten van Dijl/Greenpeace  (iAmazonia) e Divulgação (iAmsterdam)

Mônica Nunes

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na revista Claudia, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, da mesma editora, considerado pela United Nations Foundation como o maior portal no tema. Integrou a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade e, em 2015, participou da conferência TEDxSãoPaulo.

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