Elephant Parade: pela preservação da espécie, 85 esculturas coloridas ‘invadem’ São Paulo até 31/8


A Elephant Parade foi criada pelo artista holandês Mike Spits, em 2006, depois que conheceu a história do bebê elefante Moscha, na Tailândia. Aos seis meses, ela perdeu uma das patas dianteiras ao pisar numa mina (foto abaixo). Com o dinheiro arrecadado pela primeira exposição realizada em 2017, em Roterdã, na Holanda, ela ganhou uma prótese, com a qual se adaptou muito bem. O Asian Elephant Hospital – ‘casa’ de Mosha em Lampang – foi uma das primeiras organizações a receber contribuições do evento idealizado por Spitz e continua na lista de doações

O evento cresceu rápido, divulgando a importância da preservação da espécie pelo mundo: se não cuidarmos dos elefantes, eles poderão ser extintos em 30 anos!! (saiba mais sobre a situação dessa espécie no final deste post). Assim, a Elephant Parade já percorreu 20 países – entre eles Reino Unido, Itália, Holanda, Bélgica, Alemanha, França, Dinamarca, Japão, Estados Unidos, China e Cingapura -, produziu mais de 1.500 esculturas, com um detalhe: apenas uma delas foi leiloada por 155 mil libras esterlinas ou R$ 675.500!! Em 2010, em Londres, recebeu o prêmio de evento do ano.

E esta não é sua primeira vez no Brasil: a parada dos elefantes já foi realizada em Florianópolis, em 2015. Agora, chega a São Paulo como a maior exposição de arte ao ar livre da cidade.

Então, agora, vá atrás dessa manada nas ruas (Avenida Paulista, Rua Estados Unidos, Avenida Brigadeiro Faria Lima), parques (Parque Ibirapuera), praças, CEUs e metrôs de São Paulo e conheça as 85 simpáticas esculturas criadas para esta edição. Medindo um metro e meio e pesando 35 quilos – o mesmo que um bebê elefante como Mosha, quando sofreu o acidente – elas ficarão expostas até 31 de agosto.

Não quer perder nenhuma escultura? Então, consulte o Mapa dos Elefantes ou a lista completa das obras com todas as informações: nome do/a artista, nome que a obra recebeu dele/a, se pertence ao acervo da organização ou tem patrocinador e o endereço.

Se você fizer fotos das esculturas – e selfies – e publicar nas redes sociais, use a hashtag #ElephantParadeSP. A organização está divulgando as mais legais em sua página no Facebook.

Acompanhe a manada também pelo Twitter e pelo Instagram. Nesta rede, é possível acompanhar também o processo de pintura de várias esculturas pelos artistas. No final deste post, veja algumas das obras desta edição: as fotos são do Instagram da iniciativa.

Estrutura e arrecadação

A Elephant Parade é bem parecida com a Cow Parade, que os brasileiros já conhecem há dez anos. Só em São Paulo foi realizada sete vezes, incluindo a edição deste ano, em abril, que reuniu 55 graciosas vaquinhas. A organização abre inscrições para artistas e outras pessoas criativas apresentarem seus projetos, que poderão ser patrocinados por empresas. Depois da exposição, as esculturas são leiloadas e boa parte do dinheiro arrecadado vai para os artistas e é encaminhado para instituições beneficentes.

No caso da Elephant Parade, instituições como o Santuário dos Elefantes do Brasil, que resgata animais confinados e já bem idosos na América do Sul e os acolhe na Chapada dos Guimarães (falei sobre essa iniciativa aqui, no site), e ONGs de preservação na Ásia e na África. O leilão será realizado em outubro.

Os elefantes no mundo

Tanto as espécies da Ásia como da África estão em perigo de extinção por conta, principalmente, da perda de seu habitat natural e do comércio de marfim que só aumenta. Os números são alarmantes, veja:
– 33 mil elefantes africanos são mortos a cada ano, o que equivale a um elefante a cada 15 minutos, principalmente pela caça furtiva. Só nas savanas africanas a população desses animais diminuiu 30% nos últimos 30 anos!;
– há menos de 50 mil elefantes asiáticos no mundo. Nos últimos 100 anos, seu habitat foi reduzido em 95% e sua população diminuiu 70%;
– os elefantes são conhecidos como ‘jardineiros da terra’. Isso significa que muitas plantas e animais dependem deles para viver. Então, se desaparecerem, outas espécies também serão extintas.

Agora, veja como ficou parte da manada da primeira edição paulistana da Elephant Parade. A escultura que ilustra este post está na Avenida Paulista.

O designer gráfico e ilustrador Rodrigo Falco criticou o comércio de marfim com sua obra
que está exposta na Avenida Paulista (em frente ao número 1294). Foto: Divulgação

Escultura do designer Rafael Mantesso, durante o lançamento da Elephant Parade. Foto: Divulgação

Mauro Martins ilustrou o amor em sua obra que está exposta na Avenida Paulista,
em frente ao número 1500. Foto: Divulgação

O artista Christian Kort levou seu alterego Chiara Mori para criar o primeiro elefante drag da Elephant Parade.
Sua intenção foi refletir sobre o respeito pela vida, seja dos elefantes ou de drags, trans, bi e homossexuais 
que sofrem preconceito e violência diariamente. Foto: divulgação

A Avenida Paulista ganhou diversas esculturas, como esta, fotografada pelo ‘Em Cartaz SP’
e publicada no Instagram da Elephant Parade  

 A Amazon patrocinou uma das estátuas da Elephant Parade e entregou a criação a seus funcionários.
Foi assim que surgiu E-lê-lfante que divulga promoção realizada pelo site durante o período da exposição
– distribuição de livros grátis – para incentivar a leitura. Foto: Divulgação

A obra de Letícia Faddul Nunes – Nós Somos SP – pode ser encontrada na frente do número 1478 da Avenida Faria Lima, no bairro de Pinheiros. Foto da Its Seg, que patrocinou a escultura, publicada no Instagram da Elephant Parade

Leia também:
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Hong Kong proíbe venda de marfim para frear matança de elefantes
China proíbe comercialização de marfim

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na Claudia e Boa Forma, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, considerado o maior portal no tema pela UNF. Integra a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade.

Mônica Nunes

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na Claudia e Boa Forma, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, considerado o maior portal no tema pela UNF. Integra a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade.

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