Ecobrics: garrafas PET recheadas com lixo plástico viram tijolo ecológico nas Filipinas


Ecobric: garrafas PET recheadas com lixo plástico viram tijolo ecológico nas Filipinas

Plástico é reciclável, certo? Sim. Mas infelizmente, não no volume produzido atualmente no planeta. Todos os anos, a produção deste material sintético aumenta cada vez mais. Em 1964, foram 15 milhões de toneladas de plástico fabricadas. Em 2015, este número pulou para 322 milhões de toneladas.

Estudo recentes revelam que cerca de 5 trilhões de resíduos plásticos, pesando mais de 250 mil toneladas, boiam pelos oceanos, tirando a vida de milhares de animais marinhos, que ao confundir o lixo com alimento, acabam morrendo sufocados. E não é só. Quando jogados em aterros sanitários, estes dejetos plásticos contaminam o solo e, em centros urbanos, contribuem para piorar o problema das enchentes.

Mas a cada dia surgem novas e criativas soluções para tentar minimizar o problema e reduzir o impacto do plástico sobre o meio ambiente. Uma dessas novidades vem das Filipinas. Lá foi criado o “ecobrick”, um tijolo ecológico, feito com garrafas PET vazias que são recheadas com lixo plástico, como embalagens, canudos, bitucas de cigarro e papel filme (resíduos não biodegradáveis) e que geralmente não são reciclados.

O ecotijolo é usado na construção de bancos, cercas, divisórias e móveis modulares

As garrafas devem ser cheias em sua capacidade máxima para que os ecobricks tenham o peso necessário para garantir a segurança da construção. Por exemplo, uma PET de 250 ml deve pesar 100 gramas, uma de 500 ml 2oo gramas e uma de 1 litro entre 350 e 370 gramas.


Poluição vira solução

Nas Filipinas, a ONG responsável pelo projeto criou vários pontos de coleta no país onde as pessoas podem doar suas garrafas com lixo.

“Plástico não se decompõe, ou seja, ele praticamente dura para sempre. É importantíssimo minimizar seu uso. A reciclagem tem um limite para este material e para ser reutilizado, é necessário que a matéria-prima seja a mesma. Além disso, só é possível derretê-lo e reusá-lo um certo número de vezes”, explica Ziggie Gonzales, da organização The Plastic Solution, parceria da Ecobricks nas Filipinas.

Ótima ideia para ser replicada no Brasil, certo?

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Fotos: divulgação Ecobricks

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

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