Duas girafas brancas e raríssimas, mãe e filhote, são mortas por caçadores no Quênia

Duas girafas brancas e raríssimas, mãe e filhote, são mortas por caçadores no Quênia

Em 2017, milhares de pessoas no mundo inteiro se surpreenderam com a descoberta de uma girafa branca, com dois filhotes, em um parque do Quênia, na África. Um vídeo postado no YouTube, naquela época, pela Hirola Conservation Program, teve quase 1,3 milhão de visualizações. Turistas fizeram de tudo para poder ver as girafas brancas de perto.

O branco das girafas é causado por uma peculiaridade genética, chamada de leucismo, devido a um gene recessivo. Diferentemente do albinismo, quando há a ausência completa de melanina, animais com essa condição não possuem olhos vermelhos ou extremamente claros.

Mas ontem (10/03) uma notícia devastadora chegou do Quênia. Em um comunicado oficial, a Ishaqbini Hirola Community Conservation informou que depois de muito tempo desaparecidas, a girafa branca e um dos seus filhotes, uma fêmea, foram encontradas mortas.

De acordo com os guardas florestais da região, ambas foram assassinadas por caçadores. A morte deve ter acontecido já há algumas semanas ou meses porque só foram achadas as carcaças dos animais.

“Este é um dia muito triste para a comunidade de Ijara e para o Quênia. Nós somos a única comunidade do mundo que temos em nossa guarda girafas brancas. Sua morte é um golpe para os tremendos passos dados pela comunidade para conservar espécies raras e únicas e um alerta para o apoio contínuo aos esforços de conservação”, afirmou Mohammed Ahmednoor, diretor da entidade.

Ainda segundo o representante da associação, a morte das duas girafas traz uma grande perda para os investimentos em pesquisa genética que estavam sendo feitos e ao turismo no parque.

O Kenia Wildlife Service, órgão federal que cuida da vida selvagem no país, informou que já abriu uma investigação para tentar encontrar os criminosos.

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Fotos: divulgação Hirola Conservation Program

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

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