Disney constrói usina solar gigantesca para reduzir emissões em 50% até 2020

Disney constrói usina solar gigantesca para reduzir emissões em 50% até 2020

Com o formato da cara de seu mais famoso personagem, Mickey Mouse, a Walt Disney Company inaugurou no final de 2018 uma planta com 500 mil painéis solares e potência para produzir 50 megawatts de energia, o suficiente para atender a demanda anual de eletricidade de dois de seus quatro parques na Flórida ou o equivalente a 10 mil residências.

Localizada ao lado do Animal Kingdom, a usina solar fica numa área de 28 mil hectares e deve evitar a emissão na atmosfera de 57 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2), gás apontado como o principal responsável pelo aquecimento global.

A meta da Disney é reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em 50% até 2020, em comparação aos números de 2012. Segundo a companhia, seria o mesmo que tirar das ruas quase 10 mil carros. Em 2017, o grupo anunciou que já tinha conseguido diminuir suas emissões brutas em 41%.

Em Tóquio, no Japão, o parque da Disney também investiu em energias renováveis. A parada noturna, que é realizada com carros alegóricos iluminados, utiliza a eletricidade gerada por painéis solares instalados no topo de construções da propriedade. Perto dali, em Xangai, na China, outro parque diminuiu suas emissões de CO2 em 60% ao converter calor desperdiçado em energia.

Já em Paris, faz-se o uso de energia geotermal (obtida a partir do calor produzido no centro da Terra) para suprir a demanda de dois parques e de um hotel.

Redução de resíduos

E não é só no setor de energia que o grupo está mudando para práticas mais sustentáveis. Através de programas de reciclagem, em 2017, a Disney conseguiu evitar que 46% de seu lixo fosse enviado para aterros ou plantas de incineração. A expectativa é que, até o ano que vem, esta porcentagem chegue a 60%.

A partir do meio do ano, quem visitar os parques de diversão não encontrará mais canudos e palitos de plásticos (aqueles usados para misturar bebidas) e copos de isopor. Desde o começo de 2019, eles foram banidos, e com isso, deixarão de ser descartados 175 milhões de canudinhos e 13 milhões de palitos, por ano.

A companhia mantem ainda o Disney Conservation Fund, que apoia financeiramente o trabalho de preservação ambiental e proteção animal feito por mais de 2 mil organizações não-governamentais ao redor do mundo.

*Com informações do The New York Times

Leia também:
Espanha assume meta de ter matriz energética 100% renovável a partir de 2050
Concreto fotovoltaico: a inovação (sustentável) da construção civil
Primeiro trem do mundo movido a hidrogênio começa a operar na Alemanha

Foto: divulgação Walt Disney World

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

2 comentários em “Disney constrói usina solar gigantesca para reduzir emissões em 50% até 2020

  • 15 de março de 2019 em 5:09 AM
    Permalink

    A informação final não procede. Ainda temos canudos e copos de isopor normalmente em todos os parques.

    Resposta
    • 15 de março de 2019 em 9:17 AM
      Permalink

      Oi Leonardo,
      A medida vale a partir do meio do ano, por isso mesmo usei o verbo no futuro, não no presente. Mas já destaquei que será “a partir do meio do ano”.
      Abraço e obrigada pela mensagem,
      Suzana

      Resposta

Deixe uma resposta