Sapos em risco: muito vulneráveis às mudanças climáticas, metade das espécies pode ser extinta

20 de março é o Dia Mundial dos Sapos (World Frog Day). A data foi criada com objetivo de proteger e obter apoio para a conservação de todas as espécies da sapos no mundo.

Durante o ciclo de vida de muitos sapos, a fase larval (girino) é aquática e possui brânquias, assim como os peixes. Após algum tempo, os girinos perdem a cauda, desenvolvem pulmões e se transformam em adultos.

Na vida adulta dos sapos a pele passa a ser um órgão muito importante. Além de auxiliar os pulmões na respiração, contém compostos químicos capazes de deter o ataque de bactérias, fungos e predadores.

Algumas dessas substâncias podem ser utilizadas para o desenvolvimento de medicamentos com propriedades analgésicas, cicatrizantes, fungicidas e com potencial de combater diferentes doenças. A importância desses anfíbios não para por aí. Muitas espécies de sapos se alimentam de insetos e são importantes no combate a doenças transmitidas por moscas e mosquitos.

Infelizmente, os sapos são extremamente vulneráveis a mudanças climáticas e quase metade das espécies estão ameaçadas de extinção. Nada mais justo do que um dia para lembrar da importância desses simpáticos animais para o planeta.

Foto: Fábio Paschoal (Adelphobates galactonotus, sapo da família dos dendrobatídeos)

 

Apaixonado por animais desde criança, logo decidiu estudar Biologia, formando-se pela USP em 2005. É técnico em turismo e trabalhou como guia a partir de 2008, tendo conduzido, por três anos, passeios de ecoturismo no Pantanal e na Amazônia. De 2011 até 2016, foi repórter e editor do site da revista National Geographic Brasil, onde nasceu o blog Curiosidade Animal (desde dezembro de 2016, aqui, no Conexão Planeta).

Fábio Paschoal

Apaixonado por animais desde criança, logo decidiu estudar Biologia, formando-se pela USP em 2005. É técnico em turismo e trabalhou como guia a partir de 2008, tendo conduzido, por três anos, passeios de ecoturismo no Pantanal e na Amazônia. De 2011 até 2016, foi repórter e editor do site da revista National Geographic Brasil, onde nasceu o blog Curiosidade Animal (desde dezembro de 2016, aqui, no Conexão Planeta).

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