Dia Mundial do Refugiado: 63,5 milhões de pessoas obrigadas a deixar suas casas em 2015

imagem de refugiado

A cada minuto, 24 pessoas tiveram que deixar familiares, amigos, emprego e um lar para trás no ano passado. Elas fugiram da guerra e perseguição. E metade delas era de crianças, que muitas vezes, viajavam completamente sozinhas. O número foi divulgado hoje (20/06), Dia Mundial do Refugiado, pela Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), em Genebra. A data celebra a força, coragem e  perseverança de milhões de refugiados no mundo todo.

O relatório Global Trends revela em dados uma das piores crises de migração da história recente. Guerra, conflitos civis e perseguição religiosa obrigaram 63,5 milhões de pessoas a fugir de suas pátrias e buscar asilo em outros países. O número é quatro vezes maior do que o registrado nos últimos dez anos. A situação começou a piorar na década de 90, mas nos últimos cinco anos, cresceu vertiginosamente. É a primeira vez na história da organização que o número de refugiados anuais no mundo passa de 60 milhões.

“No mar, um número assombroso de refugiados está morrendo todo ano. Quando finalmente chegam a seu destino, encontram fronteiras fechadas para migrantes”, denuncia Filippo Grandi, Alto Comissário de Refugiados da ONU. Ainda segundo ele, a falta de vontade e empenho políticos tem sido um agravante para a grave crise humanitária. Das 7,4 bilhões de pessoas que vivem no planeta atualmente, uma em cada 113 é refugiada ou procura asilo. Juntas elas representam um número maior do que a população do Reino Unido ou então do Canadá, Austrália e Nova Zelândia juntos!

Todos os dias, milhares de refugiados chegam na Europa e em outros continentes, vindos de lugares como Somália, Afeganistão e Síria. São destes três países que saem mais da metade dos migrantes. Mas também de Argélia, Sudão do Sul, Yemen, Ucrânia e Colômbia. São locais com situações econômicas, políticias e sociais críticas, onde a população corre risco de vida por diversos motivos: bombardeios, tiroteios, atos terroristas, falta de comida e água.

Apesar da Europa ter aparecido na mídia como sendo a que recebe a maior pressão para acolher refugiados, o estudo da ACNUR mostra que a maioria destas pessoas acaba indo para países em desenvolvimento, como Turquia e Líbano.

E o que você pode fazer para ajudar os refugiados? Muita coisa. Procure em sua cidade instituições que ajudem migrantes (veja como neste outro post) e além disso, você pode assinar a petição #ComOsRefugiados para exigir que governos trabalhem juntos e façam sua parte.

A petição #ComOsRefugiados será entregue na sede da ONU, em Nova York, durante a Assembleia Geral da organização, em 19/09. A petição pede aos governos que:

    •  Garantam que todas as crianças refugiadas tenham acesso à educação;
    •  Garantam que todas as famílias refugiadas tenham um lugar seguro para viver;
    •  Garantam que todos refugiados possam trabalhar e adquirir conhecimentos que contribuam de forma positiva para suas comunidades

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Foto: divulgação ACNUR

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

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