Dia Marielle Franco: agora, 14 de março celebra a luta contra o genocídio da mulher negra no RJ

Faz mais de quatro meses que a vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL) foi assassinada em uma emboscada por atuar efetivamente em defesa dos direitos e da cidadania de mulheres negras das periferias, expostas à violência de gênero e também à vulnerabilidade social. Até agora, os responsáveis continuam livres. Não se sabe nada sobre as investigações. O crime também matou o motorista Anderson Gomes.

E eis que, esta semana, o governador do estado sanciona uma lei que inclui o dia 14 de março (quando ocorreu o assassinato) no calendário oficial do Rio de Janeiro como o Dia Marielle Franco, de Luta contra o Genocídio da Mulher Negra. A Lei 8.504/18 foi publicada ontem no Diário Oficial do Poder Executivo.

Mas o que significa a criação desse dia? Significa que instituições públicas e privadas, anualmente, deverão promover debates e palestras para incentivar reflexões sobre o assassinato de mulheres negras no Brasil e também a criação de políticas publicas que possam contribuir para que a redução dessa prática.

É inacreditável, mas o Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência, de 2017 – desenvolvido pela Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) – indica que, no Brasil, mulheres jovens negras, de 15 a 29 anos, correm o dobro de perigo de assassinato do que jovens brancas na mesma faixa etária.

É preciso acabar com isso, já. E transformar essa celebração em Dia Nacional Marielle Franco.

Foto: Divulgação

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na revista Claudia, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, da mesma editora, considerado pela United Nations Foundation como o maior portal no tema. Integrou a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade e, em 2015, participou da conferência TEDxSãoPaulo.

Mônica Nunes

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na revista Claudia, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, da mesma editora, considerado pela United Nations Foundation como o maior portal no tema. Integrou a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade e, em 2015, participou da conferência TEDxSãoPaulo.

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