Dia de Doar: por mais práticas, todos os dias!

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Claro que não é preciso ter um dia marcado para doar. Eis uma prática que, para funcionar, tem que ser espontânea, natural. Mas mesmo que isso pareça tão claro, é incrível como a maioria das pessoas ainda não compreende as benesses e a importância da doação. E, por isso, esse dia foi criado em 2012, nos Estados Unidos, logo depois do Thanksgiving Day, e ganhou o nome de Giving Tuesday. Em pouco tempo, tornou-se Giving Day ou Dia de Doar e, desde então, é assim que tem sido disseminado em mais de 80 países.

No Brasil, a primeira celebração aconteceu em 30 de novembro de 2013, mas não teve nenhuma ligação com a campanha global. E a ideia só se expandiu com a criação do Movimento por Uma Cultura de Doação – que reúne organizações e pessoas dispostas a disseminar o tema e é gerida pela Associação Brasileira de Captadores de Recursos -, que se juntou à campanha mundial e adotou a mesma data: a primeira terça após o Dia de Ação de Graças (Thanksgiving Day), celebrado nos Estados Unidos e no Canadá.

O Dia de Doar é um convite para pensarmos sobre o assunto – doar e doar-se – e pra que adotemos essa prática diariamente. Porque todos temos algo para doar. Pode ser tempo, dinheiro, atenção, um talento, roupas, sapatos, objetos, sangue, medula óssea, olhos, o coração, literalmente. Por isso, a ideia dessa campanha é incentivar todos a serem doadores, em qualquer momento, mas também de uma forma especial nesse dia.

Assim, além de divulgar o Dia de Doar nas redes sociais, entre amigos, familiares, no trabalho, em seu prédio ou bairro, você ainda pode revelar o que você pretende fazer nesse dia no site da campanha e, depois, compartilhar sua declaração no Facebook, no Twitter ou no Instagram, com a hashtag #DiaDeDoar. Assim, poderá inspirar mais pessoas para a prática da solidariedade, da compaixão e do altruísmo.

Campanhas de apoio, crowdfunding e petições

Se você tem jeito para lidar com gente – adultos, idosos ou crianças -, há instituições especializadas em fazer a curadoria de causas sociais, como a ONG Atados. Não é à toa que seu slogan é “juntando gente boa”. Mas se você prefere não se envolver assim, mas quer ajudar ou já pratica algumas pequenas ações no dia a dia e quer diversificar, pode aderir a campanhas de instituições ambientais (como as do Greenpeace), sociais (Médicos Sem Fronteiras, Action Aid) ou pelos animais (Arca BrasilAnda, HSI Brasil). A ajuda pode ser financeira, mas também de divulgação.

E ainda existem as campanhas de crowdfunding, que pipocam pela internet, com ações pontuais  (como Além da Cura pelas mulheres com câncer ou Expedição Garupa, para empoderar uma comunidade e incentivar o turismo comunitário) ou contínuas (como a do Engajamundo, grupo de jovens ativistas pelo clima). No mês passado, o IDIS – Instituto de Desenvolvimento do Investimento Social criou uma campanha para dar andamento à pesquisa para mapear a doação de dinheiro no Brasil. E foi super bem sucedido.

Com a tragédia do Rio Doce, por exemplo, surgiram duas campanhas muito bacanas, que vale apoiar: Rio Doce Help (para financiar ações e doações para as vítimas das cidades impactadas pela lama tóxica da Samarco) e do GIAIA, grupo de cientistas que está analisando as reais condições do Rio Doce para apresentar relatório imparcial para os brasileiros (noticiamos aqui no Conexão). Ambas já ultrapassaram a meta, mas quanto mais ajuda financeira tiverem, melhor, né? É por uma boa causa.

Assinar petições online também faz parte desse exercício da doação (Avaaz, Change) e não envolve dinheiro, apenas um pouco de tempo para analisar a proposta e indicar seu e-mail. E claro que é sempre bom acompanhar.

Todas estas campanhas são ótimos exercícios para tornar a doação parte das nossas vidas já que estão muito presentes nas redes sociais – onde boa parte de nós transita todos os dias – e não exigem grandes investimentos para integrar uma rede bacana e que tem a ver com nossos valores.

Então, não pense duas vezes para aderir à prática. Mas pense duas ou três vezes se achar melhor deixar para depois. A doação faz bem para quem recebe, sim! Mas mais ainda para quem doa.

Abaixo, vídeo sobre o #DiaDeDoar:

Imagem: Divulgação

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Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na Claudia e Boa Forma, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, considerado o maior portal no tema pela UNF. Integra a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade.

Mônica Nunes

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na Claudia e Boa Forma, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, considerado o maior portal no tema pela UNF. Integra a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade.

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