Desmatamento na Amazônia tem aumento de 60% em agosto, apontam dados do Imazon

Desmatamento na Amazônia tem aumento de 60% em agosto, apontam dados do Imazon

Em agosto de 2019, foram destruídos 886 km2 de floresta na Amazônia, segundo o mais recente monitoramento divulgado pelo Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon)*.

Os dados indicam que houve um crescimento no desmatamento de 60%, em comparação ao mesmo mês do ano passado. Naquele período a derrubada de floresta atingia 545 km2.

No mês passado, os estados que apresentaram os maiores índices de desmatamento foram Pará (48%), Amazonas (15%), Rondônia (13%), Mato Grosso (12%), Acre (11%) e Roraima (1%).

O que chama atenção neste novo levantamento do Imazon é o salto no porcentual de áreas degradadas, ou seja, aqueles onde não houve o chamado “corte raso” da floresta.

O novo estudo indica que as florestas degradadas na Amazônia Legal somaram 922 km2 em agosto de 2019, enquanto que em agosto de 2018 foram detectados 119 km2, ou seja, um aumento de 675%.

Os municípios campeões em desmatamento são Altamira e São Félix do Xingu (ambos no Pará), Lábrea (AM), Novo Progresso (PA) e Colniza (MT).

Das Unidades de Conservação que tiveram mais áreas devastadas aparecem no topo do ranking a APA Triunfo do Xingu (PA) e a Florex Rio Preto-Jacundá (RO).

O monitoramento mensal do Imazon na Floresta Amazônica é feito através de dados gerados pela plataforma Google Earth Engine (EE), com a utilização de imagens de satélites e mapas digitais.

A partir de agora, o Imazon informa que irá reportar alertas de desmatamento e degradação florestal para o Estado do Maranhão. As estatísticas serão apresentadas de forma separada dos outros estados para não comprometer as comparações de tendência com os meses anteriores os quais o Maranhão não possui alertas mapeados.

*O Imazon é um instituto nacional de pesquisa, sem fins lucrativos, composto por pesquisadores brasileiros, fundado em Belém há 29 anos. Através do sofisticado Sistema de Alerta do Desmatamento (SAD), a organização realiza, há mais de uma década, o trabalho de monitoramento e divulgação de dados sobre o desmatamento e degradação da Amazônia Legal, fornecendo mensalmente alertas independentes e transparentes para orientar mudanças de comportamento que resultem em reduções significativas da destruição das florestas em prol de um desenvolvimento sustentável

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Foto: Mayke Toscano/Secom-MT/Fotos Públicas

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

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