Das 50 cidades mais violentas do mundo, 17 são brasileiras, revela ranking internacional

Das 50 cidades mais violentas do mundo, 17 são brasileiras, revela ranking internacional

Natal, Fortaleza e Belém estão entre as dez cidades mais violentas do mundo, segundo o recém-divulgado ranking, elaborado pela organização mexicana Segurança, Justiça e Paz. A capital do Rio Grande do Norte registra 102,56 homicídios para cada 100 mil habitantes – a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera uma taxa acima de 10 homicídios por 100 mil habitantes como característica de violência epidêmica.

O levantamento analisou cidades com mais de 300 mil habitantes ou mais e comparou as taxas de homicídio de 2016. Com foco maior na América Latina, o estudo incluiu ainda cidades dos Estados Unidos, Caribe e África do Sul.

Entre as dez primeiras colocadas estão cinco mexicanas: Los Cabos, em 1º lugar, Acapulco (3º), Tijuana (5º), La Paz (6º) e Victoria (8º).

E entre as 50 listadas, nada menos do que 17 são brasileiras e 42 latinoamericanas (confira lista completa ao final do texto) .

Muitos perguntam como o Rio de Janeiro não aparece na lista, já que a capital fluminense vive uma situação caótica atualmente. É necessário lembrar que o ranking 2017 se baseia em dados do ano anterior, 2016, quando foi realizada na cidade carioca os Jogos Olímpicos e por isso, ela estava sob a segurança das Forças Armadas.

Vale ressaltar ainda que o estudo não incluiu áreas urbanas de países que enfrentam guerras e conflitos, como por exemplo, Síria, Iraque, Afeganistão, Sudão ou Ucrânia, já que a maioria das mortes violentas registradas nestes locais não correspondem à definição universalmente aceita como de homicídio, mas sim, de mortes provocadas por operações de guerra, segundo classificação da Organização Mundial de Saúde.

Seguem abaixo alguns dos pontos que mais chamaram a atenção dos pesquisadores:

– rápida redução dos índices de homicídio nas cidades de Honduras, resultado de um esforço enorme do governo em erradicar células de grupos criminosos, diminuir a impunidade e melhorar o sistema prisional do país;

– aumento da violência nas cidades mexicanas, provocado pela falta de ação governamental em erradicar a operação de milícias civis e aumento da impunidade;

– crescente dificuldade em reconhecer a dimensão da violência na Venezuela, já que não se pode contar mais com a imparcialidade de dados oficiais e a mídia sofre censura.

Assim como as boas notícias referentes às cidades hondurenhas, há também novidades positivas para três metrópoles brasileiras, que apareciam no ranking de 2016, mas no de 2017, saíram da lista: Curitiba, Cuiabá e São Luís.

O objetivo do ranking é colocar luz sobre os índices de violência nas cidades e desta maneira, pressionar governantes a garantir o direito à segurança a seus habitantes.

Cidades mais violentas do mundo

  1. Los Cabos, México
  2. Caracas, Venezuela
  3. Acapulco, México
  4. Natal, Brasil
  5. Tijuana, México
  6. La Paz, México
  7. Fortaleza, Brasil
  8. Victoria, México
  9. Guayana, Venezuela
  10. Belém, Brasil
  11. Vitória da Conquista, Brasil

14.  Maceió, Brasil
18. Aracaju, Brasil
19. Feira de Santana, Brasil
22. Recife, Brasil
25. Salvador, Brasil
30. João Pessoa, Brasil
34. Manaus, Brasil
39. Porto Alegre, Brasil
40. Macapá, Brasil
45. Campo dos Goytacazes, Brasil
47. Campina Grande, Brasil
48. Teresina, Brasil
49. Vitória, Brasil

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Foto: Jeso Carneiro/Creative Commons/Flickr 

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou em Zurique, na Suíça, de onde colaborou para diversas publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Info, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Atualmente vive em Londres.

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou em Zurique, na Suíça, de onde colaborou para diversas publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Info, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Atualmente vive em Londres.

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