Curitiba disputa título de Capital Mundial do Design 2018

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A capital paranaense está no páreo para ganhar um importante título: a de Capital Mundial do Design 2018. O anúncio foi divulgado ontem (28/07), em Montreal, pelo International Council of Societies of Industrial Design (Icsid). A outra concorrente, que disputa o título com Curitiba, é a Cidade do México.

A nomeação internacional, que é concedida a cada dois anos, analisa critérios como planejamento urbano, mobilidade e design, conservação do meio ambiente, desenvolvimento social e econômico, qualidade de vida e sustentabilidade. Além das apresentações enviadas pelas selecionadas, uma comissão do Icsid fará uma série de visitas às duas cidades para escolher a vencedora.

“Tanto Curitiba quanto a Cidade do México têm demonstrado inovação e um desenvolvimento orientado pelo design para enfrentar os desafios urbanos e criar um mundo melhor para seus cidadãos”, afirmou Mugendi M’Rithaa, presidente do conselho internacional de design, durante o evento de divulgação das finalistas no Canadá.

O anúncio da ganhadora do próximo título de Capital Mundial do Design será realizado em 18/10, durante a 29ª Assembléia Geral do Icsid, que acontecerá na cidade de Gwangju, na Coréia do Sul.

A vencedora se comprometerá a seguir e implantar um programa internacional durante todo o ano de 2018, que compreenderá iniciativas que ligam o design a projetos culturais, sociais e econômicos. Atualmente mais da metade da população mundial vive em áreas urbanas. O objetivo da entidade internacional é fazer com que o design e a economia criativa gerem um impacto positivo nestas metrópoles e na vida de seus moradores.

A Cidade do Cabo, na África do Sul, é a atual detentora do título de Capital Mundial do Design. Em 2016, será a vez de Taipei, em Taiwan. Esta é a primeira vez que uma cidade brasileira está entre as finalistas da competição. Helsinque, Seul e Turim já receberam o título.

Curitiba: a cidade da inovação e do design contemporâneo

O planejamento urbano da capital do Paraná serve de modelo para outras capitais do mundo. Sob a gestão do arquiteto e urbanista Jaime Lerner nas décadas de 70 e 80, a cidade implantou inovações no sistema de transporte público, que até hoje são referências internacionais. É o caso, por exemplo, das faixas exclusivas para ônibus, dos veículos biarticulados e das estações tubos. Curitiba também foi uma das primeiras capitais brasileiras a implementar a coleta seletiva de lixo, que com uma forte campanha, conquistou enorme adesão da população.

estação tubo em curitiba

A estação tubo, que permite o embarque e desembarque rápido dos usuários do transporte público

Curitiba é conhecida ainda por oferecer a seus habitantes muitos parques e áreas verdes, além de teatros e museus com design arrojado. É o caso, por exemplo, do Museu Oscar Niemeyer (que abre este post), chamado pelos curitibanos de “Museu do Olho”, a Ópera de Arame, o Jardim Botânico e a Pedreira Paulo Leminsky.

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Na imagem, a estrutura de vidro do Jardim Botânico de Curitiba 

Foto: Fabio Cequinel/Creative Commons via Flickr (Museu Oscar Niemeyer), Baby Dinosaur/Creative Commons via Flickr (Estação Tubo) e Márcio Cabral de Moura/Creative Commons via Flickr (Jardim Botânico)

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou em Zurique, na Suíça, de onde colaborou para diversas publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Info, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Atualmente vive em Londres.

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou em Zurique, na Suíça, de onde colaborou para diversas publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Info, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Atualmente vive em Londres.

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