Crianças com menos brinquedos brincam por mais tempo e de maneira mais criativa

Crianças com menos brinquedos brincam por mais tempo e de maneira mais criativa

Em uma sociedade que valoriza, infelizmente, muito o ter e o consumir, aqui está um excelente estudo para servir como reflexão. Pesquisadoras da Universidade de Toledo, em Ohio, nos Estados Unidos, fizeram um experimento com crianças com idades entre 18 e 30 meses (um ano e meio até 2 anos e meio).

O artigo, divulgado na publicação Infant Behaviour and Development, mostra que 36 crianças foram separadas em dois grupos. No primeiro deles, os pequenos ganharam 16 brinquedos. Já no segundo, foram oferecidos apenas quatro.

O que as pesquisadoras observaram é que as crianças com menos brinquedos ficaram muito mais focadas, entretidas por mais tempo e apresentando maior criatividade. Em média, elas utilizaram três brinquedos, enquanto no primeiro grupo, com comportamento mais disperso, dos 16 brinquedos ofertados, só foram usados oito.

“Com menos brinquedos, houve menos incidentes nas brincadeiras e as crianças se divertiram de uma forma mais variada com aquilo que escolheram”, afirmaram os pesquisadores. “Esta descoberta deve servir de recomendação para ajudar no desenvolvimento infantil e na promoção de uma infância mais saudável”.

Os autores do estudo sugerem ainda que, quando há uma grande quantidade de brinquedos, em casa ou mesmo, em escolas ou creches, por exemplo, que seja feito um rodízio na exposição dos brinquedos. Desta maneira, é possível propiciar a descoberta e o explorar do “novo”.

Um outro estudo, publicado em 2015, pela revista JAMA Pediatrics apontou que o uso de brinquedos eletrônicos por bebês de 10 a 16 meses atrapalha seu desenvolvimento. De acordo com os pesquisadores, brinquedos com luzes, áudio, palavras e músicas estão associados com uma redução na quantidade e qualidade da aquisição da linguagem, quando comparado com outras que têm a seu dispor livros, brinquedos tradicionais de madeira e blocos de montar.

O experimento revelou ainda que há menor interação entre pais e filhos quando estes últimos utilizam brinquedos eletrônicos.

O melhor mesmo é brincar ao ar livre. Sempre! Subindo em árvore, fazendo comidinha com folhas e flores, se sujando de lama. A natureza oferece tudo o que uma criança precisa para se desenvolver de maneira saudável e feliz!

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Foto: domínio público/pixabay

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou em Zurique, na Suíça, de onde colaborou para diversas publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Info, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Atualmente vive em Londres.

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou em Zurique, na Suíça, de onde colaborou para diversas publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Info, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Atualmente vive em Londres.

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