Crianças vítimas de abuso sexual vão morar em “castelo” graças às redes sociais

Crianças vítimas de abuso sexual vão morar em “castelo” graças às redes sociais
Se não fossem as redes sociais, você e eu, provavelmente, nem ficaríamos sabendo que existe uma organização no coração do Quênia, na África, dedicada a educar e cuidar de meninos e meninas que sofreram abuso sexual durante a infância. Mas, graças ao Facebook, a ONG Rafiki Mwema (que significa “Amigo Leal”) localizou uma blogueira australiana que poderia contribuir com a causa de uma forma diferente: contando a história das crianças e pedindo ajuda aos seus leitores.

A organização Rafiki Mwema foi criada como um abrigo para essas crianças vítimas da violência sexual, que precisam de amor, apoio e carinho. Algumas delas sofreram abusos a ponto de precisarem de cirurgia, outras foram prostituídas a partir dos dois anos de idade, e tem crianças que também não conseguem ao menos conversar com outras pessoas sem esconder o rosto, por conta da vergonha que sentem.

Apesar de terem sido traídas por suas famílias, Rafiki Mwema tenta ser uma casa segura e cheia de amor para essas crianças, ao mesmo tempo em que lhes dá acesso a tratamento psicológico. Atualmente, 49 meninos e meninas vivem na instituição e 59 já voltaram para casa. O problema é que nem sempre essa volta para casa ocorre porque a criança está recuperada, mas porque a instituição é pequena demais para dar abrigo a elas uma vez que se tornam adolescentes. Quando essas crianças retornam para suas comunidades, muitas vezes, sofrem novos abusos.

Uma possível solução para o problema era arrecadar US$ 75 mil (cerca de R$ 264,2 mil) em fundos para a construção de uma casa maior para as crianças, no terreno ao lado da Rafiki Mwema, onde os adolescentes poderiam viver sem precisar voltar para casa enquanto terminam o tratamento. E foi por isso que a ONG entrou em contato com a mãe blogueira Constance Hall. Com quase 600 mil fãs no Facebook, Constance é uma voz poderosa nas redes sociais.

Crianças vítimas de abuso sexual vão morar em “castelo” graças às redes sociais

Sensibilizada pela causa, a blogueira fez um apelo em sua fanpage. Em apenas um dia, a organização conseguiu US$ 100 mil (o equivalente a cerca de R$ 352,5 mil). Agora, a campanha já atingiu o valor máximo permitido pelo site que a hospeda: US$ 200 mil (cerca de R$ 705 mil). Graças à generosidade de mais de 7.700 pessoas que contribuíram com o crowdfunding, as crianças quenianas “viverão como reis e rainhas no castelo que será a nova sede da Rafiki Mwema”, acredita Constance.

Esta é mais uma linda demonstração de como as redes sociais têm o poder de inspirar e mobilizar pessoas a agir em prol de boas causas em qualquer canto do mundo!

Fotos: Divulgação/Rafiki Mwema

Jornalista, Marina escreve sobre meio ambiente para diversas publicações brasileiras desde 2011. Já colaborou para veículos como Superinteressante, Exame, VEJA, VEJA SP, M de Mulher, Casa Claudia, VIP, Cosmopolitan Brasil, Brasil Post, National Geographic Brasil, INFO e Planeta Sustentável.

Marina Maciel

Jornalista, Marina escreve sobre meio ambiente para diversas publicações brasileiras desde 2011. Já colaborou para veículos como Superinteressante, Exame, VEJA, VEJA SP, M de Mulher, Casa Claudia, VIP, Cosmopolitan Brasil, Brasil Post, National Geographic Brasil, INFO e Planeta Sustentável.

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