Cozinha que é bom!

cozinha que é bom

Já faz mais, muito mais de um ano, que a Suzana Camargo (minha amiga e cofundadora do Conexão Planeta) me convidou pra escrever sobre comida no site. No primeiro convite, eu disse não. Não estava segura de que daria conta de escrever, com o tanto de compromisso que tenho.

Depois, outro convite. Enrolei. Prometi para depois das férias… E nada.

Aí, ela me falou: vai ou racha?

E eu disse: vai…

E o que eu fazia enquanto enrolava para assumir a honrosa missão de falar sobre comida?  Fazia comida, claro!

A cada tarde livre, fins de semana inteiros, olha eu na cozinha. Fazendo comida com o que tem na geladeira, encantada com alguns ingredientes especiais comprados para aquele evento…

Às vezes, envolvida em caldos e preparos; às vezes, errando na fermentação natural do pão (até acertar); outras vezes, experimentando cozinhar a carne de panela com chá de alecrim, hortelã e guaco. Frango caipira, o melhor caldo, amarelinho, o típico franguinho na panela; sopa de fubá com ovo e espinafre. Criando e anotando cardápios e combinações. Saladas e assados para a ceia de Ano Novo, com a família inteira.

A sogra chegando; ela é vegetariana: moqueca de pupunha, prato combinado de shitake, ovo pochê, tomate confitado, aspargos.

E no dia a dia, polenta e arroz e feijão, e ceviche, guacamole, ressuscitei o uso da cambuquira (meu quintal tá cheio de abóbora, tá selvagem), tortas salgadas, bolos.

Então, tenho muita coisa pra contar. Muita receita pra debulhar. Vai ter receita, sim. Mas, fiquem à vontade para variações sobre o tema. É o que eu vivo fazendo. Porque receita é um negócio interessante. Você a recebe de um jeito e segue. Depois, ela vai ficando tão de casa que você perde a cerimônia. E inventa, tira, põe, troca. Aí é que tá a delícia da cozinha. E esta talvez seja a melhor receita. Ter a receita como guia. Mas o olhar e o paladar são seus.

E tem mais: não tenha pressa. Comida boa é feita e saboreada devagar. Sem pressão nem panela de pressão. Adquira sua panela de ferro. Aquela preta, das fundições nacionais, maravilhosas ou aquelas francesas, maravilhosas.

E é muito importante que você saiba que eu como. Adoro comer. Sem frescura, nem restrição.

Vou do pão com ovo – gema mole – ao pato confit com nhoque de semolina. Aliás, arrasei nesta receita; jantar delicioso.

Então, cá estou reunindo duas paixões: a escrita e a cozinha. Vamos ver que sabor isto vai ter. E vamos começar pela sobremesa, que também pode ser um café da manhã, um lanche da tarde. Vamos comer arroz doce. Pra mim, esta comida tem história. Amanhã, a receita e a história estarão aqui no blog. Inté!

Foto: unsplash

Mulher de marido, mãe de filho, madrasta de enteados. Começou a carreira profissional vendendo pinga e pão com mortadela na venda dos pais, em Minas. Foi bancária, revisora de jornal, rádio escuta, repórter, editora e apresentadora de TV. Hoje é especializada em media training, com foco para entrevistas em TV e vídeo. Fez jornalismo na PUCCAMP, pós graduação em Gestão Estratégica em Comunicação Organizacional e Relações Públicas na USP e Análise do Discurso na PUC SP. Tudo isto sem tirar o pé da cozinha

Cássia Miguel

Mulher de marido, mãe de filho, madrasta de enteados. Começou a carreira profissional vendendo pinga e pão com mortadela na venda dos pais, em Minas. Foi bancária, revisora de jornal, rádio escuta, repórter, editora e apresentadora de TV. Hoje é especializada em media training, com foco para entrevistas em TV e vídeo. Fez jornalismo na PUCCAMP, pós graduação em Gestão Estratégica em Comunicação Organizacional e Relações Públicas na USP e Análise do Discurso na PUC SP. Tudo isto sem tirar o pé da cozinha

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