Com cartas e crochê, Luciana ajuda a mudar sua comunidade

COM TRICÔ E CARTAS UMA MULHER ESTÁ MUDANDO A COMUNIDADE ONDE VIVE

Luciana Cortez tinha apenas dez anos de idade quando aprendeu a fazer crochê. Mesmo sem saber muito naquela época, já ensinava para as pessoas os primeiros passos com linha e agulha.

A menina cresceu e décadas depois o crochê a ajudou a enfrentar uma crise de depressão, depois de ter sido vítima de um sequestro relâmpago com o filho pequeno. Quem passava pela casa dela e a via tricotando, logo era convidado a aprender também.

A fama se espalhou e Luciana passou a dar aulas de graça em postos de saúde, escolas, associações de moradores e outros locais públicos. Com uma facilidade impressionante para criar peças grandes (ela já cobriu uma bicicleta com fios coloridos e fez até um boneco do vocalista do Aerosmith, Steven Tyler), a artesã fundou uma ONG, batizada de Lucianas e Marias.

Com as peças que fazem, as mulheres vão além de enfeitar a casa. Vendem a produção e garantem renda extra.

Luciana e seu trabalho em crochê

A ONG não foi a única grande ideia de Luciana. Três anos atrás, ela espalhou urnas de papelão em escolas e postos de saúde e estimulou as pessoas a fazerem pedidos para comunidade. Surgia então o projeto Cartas Para Mudar, baseado no filme “Um Sonho de Liberdade“, em que um detento pede livros, através de cartas, para a direção do presídio.

Assista abaixo a conversa com esta mulher que faz a diferença na região em que vive.

Fotos: arquivo pessoal

Jornalista há 30 anos, é formado em Comunicação Social na Universidade Federal do Paraná. Em 1986, começou a carreira em televisão, primeiro como repórter e mais tarde, editor e apresentador. Trabalhou nas Redes Globo e Record. Em 2015, montou sua própria empresa, a Sobrequasetudo Comunicação e Arte, especializada em media training. Em 2017, criou o Brasil de Cor, um canal para dar oportunidade e visibilidade a negros brasileiros

Herivelto Oliveira

Jornalista há 30 anos, é formado em Comunicação Social na Universidade Federal do Paraná. Em 1986, começou a carreira em televisão, primeiro como repórter e mais tarde, editor e apresentador. Trabalhou nas Redes Globo e Record. Em 2015, montou sua própria empresa, a Sobrequasetudo Comunicação e Arte, especializada em media training. Em 2017, criou o Brasil de Cor, um canal para dar oportunidade e visibilidade a negros brasileiros

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