‘Circuito Carioca’ promove a economia solidária em diversos espaços do Rio de Janeiro

Há mais de um ano escrevi aqui, no Conexão Planeta, sobre o Plano de Economia Solidária lançando pela prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, que entre suas iniciativas previa a ampliação do Circuito Carioca de Economia Solidária, iniciativa que resulta de uma parceria da administração da cidade, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico Solidário (SEDES) com o Fórum Municipal de Economia Solidária e o Programa Polos do Rio

O Circuito é composto por feiras realizadas mensalmente em diferentes bairros da cidade, onde podem ser encontrados produtos alimentícios e artesanais, trabalhos manuais e arte popular, todos produzidos pelos artesãos e artesãs da economia solidária que atuam de forma coletiva e se organizam em fóruns e redes locais, buscando viabilizar melhores condições de produção e comercialização.

Pesquisando sobre como anda essa iniciativa da capital fluminense, percebo que está ativa e vigorosa, e que tem seu calendário amplamente divulgado pelo Fórum e pela própria Prefeitura. Em 2019, o Circuito inclui os bairros Santa Cruz, Ipanema, Leblon, Freguesia, Taquara, Centro e Flamengo. Além disso, também tem passagens pela Cinelândia, Méier, Cidade Nova, Pedra de Guaratiba, Manguinhos e Campo Grande ao longo do ano. Centenas de empreendimentos solidários participam da mobilização.

Ressalto aqui a importância das políticas públicas fomentadoras da economia solidária. Na cidade do Rio de Janeiro, o decreto 34.388, de 2011, tornou possível a criação do Circuito Carioca de Economia Solidária e tornou a iniciativa perene, dando-lhe grande visibilidade e tornando-a uma das linhas de ação do governo, tudo isso reforçado e ampliado pela criação do Plano de Economia Solidária, em 2018.

A parceria com o Fórum Municipal de Economia Solidária é mais um fator que proporciona essa vida longa ao modelo. Que é bastante charmoso e tem promovido ações conjuntas com outras associações, como a Junta Local, coletivo que se mobiliza pela comida local e justa promovendo feiras e eventos em que reúne esses produtores. Sob a bandeira do comércio justo, a economia solidária parece cada vez mais se fortalecer no Rio.

Outro ator importante no processo de valorização dessa economia é o Programas Polos do Rio, instituído também por decreto em 2009, que incentiva a revitalização econômica local, que estimula o trabalho conjunto entre o poder público municipal e a iniciativa privada para a revitalização de espaços públicos e a recuperação da atividade econômica em áreas onde há concentração de empresas, potencial de desenvolvimento econômico e vocações locais.

Com esse espírito de conjugação de vários atores para impulsionar a economia solidária aconteceu, por exemplo, o Festival Gastronômico do Polo Santa Teresa, em agosto deste ano, no qual vários empreendimentos solidários marcaram presença com bijuterias, moda e outros artigos artesanais. A Junta Local esteve também presente com seus produtores de itens alimentares.

Aproveitando uma passagem pela capital fluminense esses dias, vou aproveitar para conhecer melhor uma das feiras do Circuito que acontecem em outubro. Dou notícias em breve!

Foto: Circuito Carioca de Economia Solidária

Mônica Ribeiro

Jornalista e mestre em Antropologia. Coordenou a Comunicação da Secretaria do Verde da Prefeitura de São Paulo – quando criou as campanhas ‘Eu Não Sou de Plástico’ e, em parceria com a SVB, a ‘Segunda Sem Carne’. Colabora com a revista Página 22, da FGV-SP e com a Plataforma Parceiros Pela Amazônia, e atua nas áreas de meio ambiente, investimento social privado, economia solidária e negócios de impacto, linkando projetos e pessoas na comunicação para um mundo melhor

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