Cientista britânico batiza besouro com nome de Greta Thunberg, em homenagem à jovem ativista

Cientistas britânicos batizam besouro com nome de Greta Thunberg, em homenagem à jovem ativista

Nelloptodes gretae. Esse agora é o nome científico do minúsculo inseto, um besouro, descoberto em 1965 pelo naturalista inglês William Block, em Nairóbi, no Quênia, e que hoje faz parte da coleção do Museu de História Natural, de Londres, um dos maiores do mundo. Gretae é uma homenagem à adolescente sueca, ativista pelo clima, Greta Thunberg, que inspirou milhões de jovens, no mundo todo, a protestar contra a crise climática.

Apesar de ter sido encontrado há mais de 50 anos, a espécie só foi descrita agora. Com somente 0,79 milímetros, o besouro pertence à família Ptiliidae. Sua cor varia entre tons de amarelo e dourado. Não possui asas ou olhos – pode ser reconhecido por apresentar um pequeno buraco no local onde os olhos deveriam estar.

O cientista Michael Darby foi o responsável pela descrição do inseto e autor do artigo científico que fala sobre ele na publicação Entomologist Monthly Magazine.

“A família (de insetos) com que que trabalho possui uma das menores criaturas conhecidas de vida livre na natureza”, explica. “Não são parasitas e não vivem em outras criaturas. Poucos deles medem mais que um milímetro de comprimento”.

Cientistas britânicos batizam besouro com nome de Greta Thunberg, em homenagem à jovem ativista

O besouro mede 0,78 mm

Fã confesso

E por que Michael escolheu o nome da ativista da Suécia?

“Sou realmente um enorme fã de Greta”, admite. “Ela é uma grande defensora do planeta e é incrível a maneira como faz isso, então pensei que essa era uma boa oportunidade para homenageá-la”.

Aliás, ao longo deste ano, o que mais Greta tem recebido é reconhecimento. Capa da revista Time, indicada ao Prêmio Nobel da Paz, “Mulher do Ano” pelo jornal sueco Expressen e Embaixadora da Consciência da Anistia Internacional, teve ainda seu emocionante discurso na ONU usado por Fatboy Slim em uma nova versão do hit “Right here, right now”.

Greta Thunberg não é a única ativista pelo meio ambiente que já deu nome aos besouros estudados por Michael Darby. Ele revela que batizou uma outra espécie de David Attenborough, o mais famoso naturalista do Reino Unido.

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Fotos: reprodução Facebook (Greta Thunberg) e divulgação/Michael Darby (besouro)

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

Um comentário em “Cientista britânico batiza besouro com nome de Greta Thunberg, em homenagem à jovem ativista

  • 29 de outubro de 2019 em 10:44 AM
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    Nunca é demais consagrar essa ativista com nome de fada que nasceu para tirar os marmanjos do sério, na hora de cobrar deles a indispensável atitude na tentativa de salvar o que resta do Planeta. Pessoas como Greta, determinada a levar a cabo os projetos que já entabulava, ainda quando mamava ou ensaiava os primeiros passinhos, são um refrigério quando nascem, ansiosas para crescerem depressa, porque o mundo lá fora conseguiu se transformar nessa zorra total, onde todos falam e ninguém tem razão, uma autêntica “casa da mãe Joana” (adoro esse nome, viu?), imprescindível por ordem no pedaço e colocar os pingos nos is, porque esse show de leviandade e inconsequência generalizada já passou da hora de acabar. Greta sabe muito bem disso e não está gostando nada do que gente grande aprontou na boa, achando graça na desgraça e pintando o sete onde deveria estar preservando a nossa casa que é a de cada um, também. Por isso arrasta essa multidão de jovens como ela que apenas esperavam a convocação pacífica dessa liderança carismática, porém austera, de quem não brinca em serviço e muito menos tem tempo a perder com grandalhões de cabelo branco e barba na cara que falam mais do que fazem na hora do “deixa comigo” e já aprontaram demais em proveito próprio, tirando fatias do Meio Ambiente sem nada repor em troca, dando a mínima para as futuras gerações, entre as quais as dela, que respiram poeira logo ao primeiro vagido, mas choram pra valer, depois, constatando o lugar feio onde aportaram, sem o verde que esperavam encontrar e sem o azul que achavam poder existir, apesar de. Sério, nada contra um besouro com o nome dela, he, he, cientista foi legal querendo eternizar essa figura ainda menina, de quem sabe o que quer e o que não, se bem que anjos lá no Céu também estejam preferindo chamar-se como ela, até mesmo Eva também. Bom, quem sabe, que as mamães das bebês, que estão nascendo agora, escolham o nome dela para chamá-las de filhas, homenageando quem, talvez, possam alcançar, quando souberem andar e puderem escolher caminhos de segui-la, para fazer do mundo o que Greta está fazendo com denodo e garra, sem medo de cara feia, de espírito puro e alma lavada, fiel a si mesma e ouvindo bater o coração da Terra, viva ainda.

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