Cidade do México bane as sacolas plásticas

Cidade do México bane as sacolas plásticas

Desde o último dia 1o de janeiro, estão proibidas a produção e a distribuição de sacolas plásticas, na capital do México.

“O mais importante para nós é ter uma cidade melhor e um planeta melhor; nessa lógica, faremos tudo em nossas mãos. Estamos apostando tudo nessa mudança e estamos muito felizes porque acreditamos que daremos um exemplo ao mundo, o que não é esperado da Cidade do México”, afirmou Lilian Guigue Pérez, diretora de Avaliação de Impacto e Regulamentação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente.

Até então, eram produzidas 13 mil toneladas de lixo por dia na Cidade do México, das quais 8.600 toneladas eram enviadas para aterros sanitários e apenas 1.900 toneladas acabavam sendo recicladas.

A nova lei proíbe ainda a distribuição de plásticos de uso único como talheres, copos e pratos descartáveis. As únicas sacolas que serão permitidas nos estabelecimentos comerciais serão as compostáveis, fabricadas com amido de vegetais.

Quem não cumprir as determinações da Lei de Resíduos Sólidos na Cidade do México poderá pagar multa de 42 mil a 170 mil pesos (entre 9 mil e 36 mil reais).

A capital mexicana entra na lista de diversas cidades e países no mundo que aderiram ao combate ao lixo plástico, que vem poluindo, de maneira sem controle, os oceanos do planeta, e matando milhares de animais marinhos.

Confira abaixo, outros exemplos, que deveriam ser seguidos pelos prefeitos e políticos brasileiros!

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*Com informações da Secretaria de Meio Ambiente da Cidade do México

Foto: Carl Campbell/Creative Commons/Flickr

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

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