Chile tem segunda maior frota de ônibus elétricos do mundo

Chile tem maior frota de ônibus elétricos da América Latina

Desde o começo deste ano, os moradores da capital do Chile, Santiago, contam com a maior frota de e-buses, ônibus movidos a eletricidade, da América Latina e do Caribe. Atualmente o país só fica atrás da China, na liderança no setor da mobilidade elétrica.  

Cada um dos veículos, que percorre uma média de 238 km por dia, em três rotas diferentes, transporta 1,2 milhão de passageiros por mês.

A circulação de cada um dos ônibus elétricos equivale a tirar das ruas de Santiago 33 carros, movidos a algum tipo de combustível fóssil – gasolina ou diesel, ou seja, poluentes e não renováveis.

Além disso, cada e-bus evita a emissão anual de 60 toneladas de dióxido de carbono (CO2), gás apontado como o principal responsável pelo aquecimento global.

Para poder recarregar a bateria da frota de e-buses em Santiago, dois grandes terminais foram equipados com sistemas fotovoltaicos nos telhados.

Além disso, a energia solar produzida nesses locais fornece eletricidade para o funcionamento de 50 pontos de ônibus inteligentes, equipados com telas para fornecer informações em tempo real aos passageiros, acesso Wi-Fi gratuito e tomadas de carregamento de telefone USB.

O Chile tem hoje a segunda maior frota de ônibus elétricos do mundo

Mobilidade limpa e sustentável

O governo chileno tem uma meta bastante ambiciosa para os próximos anos no setor de mobilidade urbana. Até 2040, pretende ter toda a frota elétrica, com emissão zero de carbono. O plano faz parte de um objetivo maior: reduzir a liberação de gases de efeito estufa na atmosfera e combater a poluição.

Estima-se que cerca de 4 mil chilenos morram, prematuramente, por ano, por causa da má qualidade do ar, e outros 10 milhões sofram com problemas de saúde devido à exposição a níveis altíssimos de partículas finas, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).

“Para enfrentar de forma decisiva as mudanças climáticas, a eletromobilidade é essencial. Estamos dando um salto em direção a um sistema de transporte mais limpo, mais eficiente e sustentável ”, afirma Carolina Schmidt, ministra do Meio Ambiente do Chile.

Ela garante ainda que o custo da manutenção da frota elétrica é 70% menor do que aquele gasto com os ônibus movidos a diesel.

O projeto de mobilidade elétrica chilena é uma parceria entre a Enel Energia, a chinesa fabricante de veículos elétricos BYD e a companhia de transporte público do Chile, Metbus.

Santiago sediará, em dezembro, a Conferência das Nações Unidas sobre o Clima (COP25), que estava prevista para acontecer no Brasil. Infelizmente, o governo do presidente Jair Bolsonaro alegou que seria muito caro realizar o evento no país, um custo de cerca de R$ 500 milhões. O Chile prontamente se ofereceu para receber a reunião.

*Com informações da ONU Meio Ambiente e da Enel Energia

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Fotos: divulgação Enel Energy

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

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