Céu e Donavon Frankenreiter gravam juntos hino pelos oceanos

Céu e Donavon Frankenreiter gravam juntos hino pelos oceanos

O som das ondas do mar da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, foi transformado em uma melodia e a cantora brasileira Céu e o músico americano Donavon Frankenreiter foram chamados para cantarem juntos esse pedido de ajuda dos oceanos.

O hino “Listen to the Ocean” é mais uma ação da campanha de combate ao lixo plástico nos oceanos*, realizada pela fabricante de cervejas Corona, em parceria com a organização ambiental internacional Parley for the Oceans.

Por meio de um software alimentado com vídeos aéreos das ondas da praia da Barra, o projeto transformou o balanço das águas em uma partitura musical (o clipe você assiste logo mais abaixo).  

“Queria participar de uma maneira ativa dentro de um projeto que buscasse provocar uma mudança real de comportamento de todos. ‘Listen to the Ocean’ foi a oportunidade que eu encontrei de me dedicar a criar algo que eu acredito que vai fazer as pessoas escutarem o pedido de ajuda que os oceanos estão emitindo diariamente”, diz Frankenreiter, um ativista apaixonado pelos mares.

“Mais do que falar, está na hora de fazermos a diferença. Com esse hino, quero que todos se juntem a nós nesse processo para ajudar a mudar o futuro do ecossistema marinho”, ressalta Céu.

O lançamento da música foi feito no Rio, no final do mês passado, durante uma das etapas do Campeonato Mundial de Surfe.

Céu e Donovan, juntos no palco no Rio de Janeiro

A iniciativa da Corona e da Parley for the Oceans também estimula a participação popular: até 8 de julho, próxima segunda-feira, cada post no Instagram, Twitter e Facebook com a hashtag #listentotheocean será revertido em 10 m2 de limpeza de praias no Brasil pelo projeto.

Então, vamos lá! Compartilhe já #listentotheocean em suas redes sociais!

A era do plasticídio

A cada ano, mais de 8 milhões de toneladas de plástico acabam nos oceanos, provocando prejuízos à vida marinha, à pesca e ao turismo. O custo desses danos aos ecossistemas aquáticos gira em torno de, pelo menos, US$ 8 bilhões anualmente.

Só em 2016, a produção mundial de materiais plásticos foi de 280 milhões de toneladas, das quais cerca de 1/3 eram de uso único, aqueles descartáveis, que após poucos minutos de utilização, são jogados no lixo e raramente, reciclados.

Todavia, um levantamento recente elaborado pela ONU Meio Ambiente, em parceria com o World Resources Institute (WRI), apontou que 127 países do mundo já têm leis com restrições ao plástico. Infelizmente, o Brasil ainda não é um deles.

Seja através da proibição total ou criação de taxas e impostos sobre o comércio e a distribuição de produtos fabricados com esse tipo de material, diversos governos estão mostrando que não há mais como fechar os olhos para o problema.

O músico americano participou da limpeza da praia da Barra:
em apenas um dia foram coletados 73 kg de lixo, 85% era resíduo plástico

*Em fevereiro deste ano, a jornalista Mônica Nunes também contou aqui, no Conexão Planeta, sobre outra ação bacana realizada pela campanha da Corona em que um famoso restaurante peruano serviu ceviche de plástico aos clientes como forma de alerta sobre a poluição desses resíduos nos oceanos.

Fotos: reprodução Facebook artistas (montagem abertura) e demais divulgação

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

Deixe uma resposta