A vergonhosa passagem

A passagem de ônibus de Curitiba é a mais cara do país: R$ 4,25. Indignada, a jornalista Karen Monteiro solta o verbo contra a administração pública da cidade, e busca na obra do argentino Pablo Suarez a tradução do resultado de tanta exploração

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Uma vez sem rosto

Com suas gravuras digitais sem face, a curitibana Ivana Lima nos propõe que possamos, além de enxergar a nós mesmos, descobrir a infância sem identidade e dar às crianças a possibilidade de serem mais do que números

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Tenho que saber perder?

Que brincadeira é essa? Preciso das regras. Alguém aí sabe perder? Ainda mais nesse mundo competitivo, imagético, publicitário e marketoso. Ô osso! Que chatice lidar com e-books, páginas de captura, empreendorismo digital e tal

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A vaidade é cinza

Tudo tão cinza… É preciso defender a multidão apequenada nos guetos. Sufocam-na com tinta cinza para aumentar a revolta. Para enquadrar todo mundo, para colocar numa gaiola. Que discurso antigo!

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A espiral das abelhas mortas

O veneno está impregnado por toda parte: raiz, caule, folhas, flores e pólen. Impregnou-se também de forma fatal nelas, nas abelhas, que caíram derrotadas e foram parar na arte protesto de Sarah Hatton

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Sede de terra

Vinte anos atrás, o Úrmia, no Irã, era o maior lago de sal do Oriente Médio. Hoje a fotógrafa Solmaz Daryani registra o sofrimento do povo em sua volta, quando resta apenas 5% de sua água

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Páginas que pesam sobre as costas

Não há como esconder histórias já escritas indelevelmente. São registros que não se apagam, as páginas em trevas de qualquer livro da vida, como as jogadas do céu na obra do mexicano Héctor Zamora

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Abraço da morte

Abraços. Apertados, delicados, cortantes, firmes, carinhosos. Mortais. Morreriam de qualquer forma no chão do barco, enleados na rede, jogados na areia. Mas, ganharam um abraço do pescador, algoz momentâneo em dilema de sobrevivência

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Para adiar o fim do mundo

Bené Fonteles é poeta, compositor e artista visual, mas não se diz artista. Considera-se um “artivista”. A arte dele é mais do que objeto e estética. É a atitude. É o ser que vive para lutar pela preservação

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Zéquinha especulador. Figurinha repetida.

A bala não era tão gostosa assim, mas o personagem Zéquinha, que vinha na embalagem, virou uma febre na década de 20. Ele é o exemplo perfeito de uma sociedade que explodiu para o consumo, sem pudores ou preocupação com a moral

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