Sede de terra

Vinte anos atrás, o Úrmia, no Irã, era o maior lago de sal do Oriente Médio. Hoje a fotógrafa Solmaz Daryani registra o sofrimento do povo em sua volta, quando resta apenas 5% de sua água

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Páginas que pesam sobre as costas

Não há como esconder histórias já escritas indelevelmente. São registros que não se apagam, as páginas em trevas de qualquer livro da vida, como as jogadas do céu na obra do mexicano Héctor Zamora

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Abraço da morte

Abraços. Apertados, delicados, cortantes, firmes, carinhosos. Mortais. Morreriam de qualquer forma no chão do barco, enleados na rede, jogados na areia. Mas, ganharam um abraço do pescador, algoz momentâneo em dilema de sobrevivência

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Para adiar o fim do mundo

Bené Fonteles é poeta, compositor e artista visual, mas não se diz artista. Considera-se um “artivista”. A arte dele é mais do que objeto e estética. É a atitude. É o ser que vive para lutar pela preservação

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Zéquinha especulador. Figurinha repetida.

A bala não era tão gostosa assim, mas o personagem Zéquinha, que vinha na embalagem, virou uma febre na década de 20. Ele é o exemplo perfeito de uma sociedade que explodiu para o consumo, sem pudores ou preocupação com a moral

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Buraco sem fundo

Não que o japonês Hiroya Sakurai tenha pensado nisso exatamente quando nos apresentou esse buraco sem fundo que é o mundo. Mas, como a beleza da arte está na viagem imaginária na cabeça do receptor, deixo aqui a minha impressão. E intenção de falar de lixo

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O gigante acorda

O isopor é tão macio, tão leve, tão bom para preservar o calor, o frio… Uma invenção de tirar o chapéu! Mas soluções que parecem fáceis, podem se tornar problemas gigantes. Como um gigante furioso, que rasga o solo e se levanta

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Otobong Nkanga: canibais de nós mesmos

A obra de Otobong Nkanga mostra a sombra agigantada que devora o que tem pela frente. Não é sua última refeição, mas não importa. Ela é uma metáfora com a fome insaciável do homem perante os recursos naturais do planeta

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Suje os pés para entrar

Que tal um capacho como este do artista paranaense William Castilho? Você tira os sapatos na entrada de casa e esfrega os pés na terra. Dá um ufa, uma aterrissagem segura, um descarrego do cotidiano em que nos enterramos

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Procura-se

A arte da alemã Stephanie Walter tem uma fluidez sincera. Mesmo que várias Stephanies surjam de uma hora para outra, ela preserva a vontade de mostrar movimento e fragmento. São partes levadas pela mesma correnteza. Com firmeza, numa rima mais que justa

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